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Enem vai substituir Enade para alunos ingressantes no ensino superior

Enem vai substituir Enade para alunos ingressantes no ensino superior

Atualizado: Terça-feira, 19 Abril de 2011 as 9:15

A partir deste ano, alunos que tiverem participado do Enem  (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2009 ou 2010 não serão obrigados a fazer a prova do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). A substituição vai valer apenas para os alunos que estão entrando no curso superior.

Na edição deste ano, serão avaliadas 26 graduações e cursos tecnológicos. O Ministério da Educação (MEC) calcula que 1,2 milhão de alunos estão aptos a participar do exame em 2011. A prova será às 13h do dia 6 de novembro. O manual completo do exame deve ser publicado no dia 31 de maio no DOU.

A substituição é uma demanda antiga das instituições de ensino. A participação no Enade é obrigatória – quem não comparece fica impedido de colar grau ao final do curso – mas o desempenho do aluno na prova não interfere no seu currículo. Sem esse compromisso, as instituições defendiam que a nota do curso ficava comprometida.

O Enade é aplicado a ingressantes e concluintes de cursos superiores para avaliar a qualidade do ensino oferecido pelas instituições a partir do “valor agregado” pelo estudante ao longo da formação. A nota obtida pelos alunos é utilizada no cálculo de vários indicadores de qualidade que são utilizados para regular a oferta de ensino no país.

A inscrição dos alunos é de responsabilidade da instituição e deve ser feita de 18 de julho a 19 de agosto pela internet. São considerados alunos ingressantes aqueles que tenham iniciado o curso em 2011. Já os concluintes são aqueles que tenham expectativa de formatura em 2011 ou que tiverem cursado mais de 80% da carga horária mínima do currículo.

Apesar de dispensados da prova, os ingressantes que tiverem participado do Enem devem ser inscritos no Enade normalmente, para efeito de cadastro. De acordo com o MEC, a dispensa tem como objetivo reduzir custos e dar eficácia à aplicação da prova. A economia será de aproximadamente R$ 30 milhões.

Outro motivo para fazer essa substituição é que o Enade de ingressante, por ser aplicado no fim do primeiro ano letivo, não aferia as habilidades e conhecimentos adquiridos pelo aluno desde sua entrada até o segundo semestre do curso.

Os alunos que não comparecem no dia da prova ficam em situação irregular no MEC e precisam esperar uma nova edição do exame para obter o diploma. Outra novidade, a partir deste ano, é que o estudante nessa situação não precisará fazer a prova; basta que a instituição de ensino faça sua inscrição e o caso fica regularizado.

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