MENU

Escolas aderem a uniforme 'fashion' na volta às aulas

Escolas aderem a uniforme 'fashion' na volta às aulas

Atualizado: Quarta-feira, 10 Fevereiro de 2010 as 12

Calças largas de moletom, camisetas de corte reto e em cores, por vezes, de gosto duvidoso. A verdade é que o velho e convencional uniforme não agrada grande parte dos adolescentes. E para driblar essa aversão às roupas “iguais”, escolas têm investido no design para garantir uniformes diferentes e que seguem as tendências da moda.

No Colégio Sion, em São Paulo, as transformações no uniforme começaram há 10 anos. “Nosso maior objetivo é que o aluno se sinta à vontade com a roupa, que goste de usá-la. Há uma pesquisa para descobrir tecidos que sejam práticos e com estilo ao mesmo tempo. Quanto à cor, elas devem seguir as tendências da moda, afinal de contas o aluno vai passar a maior parte do dia usando uniformes, e ele tem que gostar”, diz ao G1 Luiza Spessoto, coordenadora de comunicação e marketing e membro do conselho diretor da escola.

As novas peças atendem a uma solicitação antiga dos alunos: uniformes diferentes para meninos - que ganharam bermudas modernas, mais largas e com bolsos -, e meninas, que contam com camisetas baby look e acinturadas. A cor do uniforme também mudou. “Optamos por fugir do azul, branco e cinza, que é tão comum, e adotamos o verde para lembrar nossa preocupação com o meio ambiente”, diz Luiza.

Para as crianças, a escola decidiu adotar a tendência “retrô”. “Para as meninas até 9 anos temos uma linha retrô, com um vestido pregueado. A peça pode ser usada no calor, só o vestido, e no frio, com meia calça e camiseta por baixo”, diz. Os alunos não votaram em opções para a confecção dos uniformes, mas aprovaram as peças.

Em Curitiba, o Colégio Dom Bosco também aposta em uniformes inovadores. Para isso, a escola contou com a ajuda de um estilista e da designer Polyana Burko, gerente do projeto dos novos uniformes do colégio. “Estávamos precisando de um produto que fosse confortável, versátil, sem um custo alto, e claro, que tivesse um design bonito porque os adolescentes não usam qualquer roupa”, diz Polyana.

A nova coleção conta com 40 peças, entre elas jardineiras, camisetas baby look, calças legging e saias. A escola também adotou tecidos de fornecedores esportivos, com tecnologia antibacteriana para a absorção de suor.

"Era muito difícil convencer os alunos a usar uniforme e, em geral, as peças não agradavam. Agora, mesmo os alunos no ensino médio, que não são obrigados a usar uniforme, têm aderido à novidade", afirma a designer.

Há mais de 30 anos no mercado de uniformes, a malharia Tocha, em Santo André, também teve que acompanhar as mudanças da moda para agradar a pais e alunos. "Nós produzimos novas peças conforme a solicitação das escolas, que atendem a pedidos de pais e alunos. O principal pedido aqui é por peças mais justas para as meninas", diz Marcos Peres Martins, sócio-proprietário da confecção.

A empresa possui, entre suas peças "diferentes", calças legging, calça bailarina, saias e uma blusa que vira um pequeno estojo.

Importância do uniforme

Além de ser uma tradição em muitos colégios, a importância dos uniformes vai além dos portões da escola.

"É fundamental o uso do uniforme porque, além de dar a ideia de organização, identidade, ele é uma ferramenta de segurança fora da escola. Permite a identificação mais rápida do aluno em caso de algum problema ou acidente", diz Luiza Spessoto, do Sion.

Por: Nathália Duarte

veja também