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Escolas aproveitam eleições para desenvolver atividades pedagógicas

Escolas aproveitam eleições para desenvolver atividades pedagógicas

Atualizado: Segunda-feira, 13 Setembro de 2010 as 9:32

Mesmo quem não tem idade para votar testou a urna eletrônica similar às que serão usadas nas eleições de outubro. Algumas escolas do país promovem simulações, debates e outras atividades com objetivo de mostrar como funciona o processo eleitoral e despertar o pensamento crítico dos alunos.

A rede de colégios Marista, com sede em Brasília, promoveu um debate com os alunos do 9º ano e do ensino médio, no dia 3 de setembro. Os quatro candidatos à presidência com o maior intenção de votos nas pesquisas foram convidados, mas apenas Marina Silva (PV) compareceu. Cerca de sete mil alunos elaboraram perguntas sobre trabalho, educação, violência, drogas, sustentabilidade e ecologia. O debate ocorreu em Brasília, mas foi transmitido por videoconferência para 74 colégios de todo o país.

Para o aluno Igor Carvalho Santos de Oliveira, de 17 anos, que participou da iniciativa, é importante se interessar pela política desde cedo. "Os jovens representam uma grande parcela dos eleitores. A gente quer entender para ter uma capacidade crítica maior e não votar errado", diz Oliveira, que vai às urnas pela primeira vez neste ano.

Rio de Janeiro

O Educandário Monteiro Lobato, do Rio de Janeiro, fez uma simulação da eleição com uma urna eletrônica cedida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Estudantes do 1º ao 5º ano elegeram personagens fictícios. O objetivo foi mostrar como funciona o processo eleitoral. Os alunos também participaram de uma palestra que esclareceu as funções dos parlamentares, desde o deputado até o presidente da República.

"É muito importante esclarecer a importância da eleição e seu significado para a cidadania. É preciso ter consciência de que esta escolha define a vida social e política do país e quando um eleitor se abstém delega este papel a outras pessoas", afirma Carlos Eduardo Medawar, professor de sociologia e filosofia do colégio.

Na próxima quarta-feira (15), os estudantes do ensino médio do Educandário Monteiro Lobato voltam às urnas. Dessa vez, no estilo antigo, com cédulas de papel e urna de papelão, para escolher os candidatos reais à presidência e ao governo do estado do Rio de Janeiro. "Vai funcionar como uma espécie de pesquisa de opinião", diz Medawar.

O Colégio Alfa Cem, do Rio de Janeiro, também aproveita o tema para desenvolver atividades em sala de aula. Nas aulas de história, as crianças do 1º ao 5º ano aprendem a evolução do processo eleitoral. Em matemática, os professores ensinam como interpretar gráficos e pesquisas de intenção de voto.

A lição de casa é discutir com a família quais foram os candidatos escolhidos nas eleições passadas e saber se as promessas foram cumpridas. A atividade será encerrada em 1º de outubro, quando ocorre a simulação das eleições. Os alunos representam os candidatos que concorrem em 2010, mas com nomes fictícios, e apresentam as melhores propostas pesquisadas durante o projeto.

São Paulo

Em São Paulo, o Colégio Humboldt realiza um projeto que envolve alunos do ensino fundamental e médio. O 9º ano fará pesquisas sobre a biografia dos candidatos e o sistema eleitoral. O 1º ano do ensino médio vai pesquisar a história dos partidos, e os 2º e 3º anos vão desenvolver temas relacionados às propostas apresentadas pelo PT, PSDB, PV e Psol. Cada classe vai trabalhar com um dos sete temas: segurança, reforma urbana, saúde, transportes, educação, meio ambiente e reforma agrária. O projeto é interdisciplinar e envolve quatro disciplinas: história, geografia, sociologia e filosofia.

No dia 27 de setembro haverá uma simulação de votos entre os estudantes que vão escolher os candidatos reais à presidência e ao governo do estado de São Paulo.

“O objetivo da atividade é desenvolver o pensamento crítico do aluno. Hoje o brasileiro escolhe o candidato pelo marketing. Queremos discutir propostas e saber quem é o candidato. Os políticos perderam a importância”, afirma José Roberto de Oliveira, coordenador de área e professor de história do Humboldt.

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