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Escritórios de educação dos EUA querem levar mais brasileiros ao país

Escritórios de educação dos EUA querem levar mais brasileiros ao país

Atualizado: Quarta-feira, 30 Março de 2011 as 9:14

Estudar nos Estados Unidos é mais fácil do que parece, dizem representantes do escritório de educação do país no Brasil. Desde a visita do presidente Obama na última semana, quando afirmou que quer aumentar o intercâmbio de estudantes entre os países, o consulado americano começou a planejar estratégias para mudar a situação atual. Hoje, cerca de nove mil brasileiros fazem graduação ou pós nos Estados Unidos, segundo o consulado americano.

Nesta semana, o escritório de educação dos Estados Unidos promove um encontro para capacitar os orientadores de suas unidades pelo país para aumentarem a divulgação das possibilidades de estudos em universidades americanas, de bolsas de estudo, de residência médica e de cursos de extensão.

Outro objetivo é trabalhar para promover uma maior ligação entre universidades brasileiras e dos Estados Unidos, colocando-as em contato, para firmarem parcerias e aumentarem a mobilidade de estudantes e professores.

“Levamos em consideração o que o presidente Obama disse, que quer mais estudantes americanos na América Latina e mais estudantes daqui nos Estados Unidos. Ele quer chegar a cem mil americanos aqui e cem mil estudantes da América Latina nos Estados Unidos”, disse Rita Moriconi, coordenadora do EducationUSA, escritório de educação americano, para países do Cone Sul.

Os representantes terão de convencer os estudantes de que não é tão difícil tirar visto, de que há várias possibilidades de conseguir bolsa de estudo e que há vaga para muitos dos interessados em uma das quatro mil universidades dos Estados Unidos. “Estudar nos Estados Unidos é mais fácil do que se pensa”, afirmou Andreza Martins, coordenadora nacional do EducationUSA.

O aumento do intercâmbio também é preocupação da presidente Dilma Rousseff, que já antes da visita de Obama, afirmou que abordaria a questão com ele. "Nos interessa garantir oportunidades a brasileiros universitários para fazer cursos no exterior. Uma das questões que vamos discutir seriamente com o presidente Obama na sua visita ao Brasil é, nós damos conta das bolsas, nós queremos vagas e oportunidades nas grandes faculdades e universidades americanas", afirmou Dilma, em 17 de março.

Segundo Thais Pires, do escritório do EducationUSA de São Paulo, os representantes podem ajudar os estudantes a entender como funciona o sistema de educação americano, os tipos de instituições e o calendário anual. Ao interessado, cabe estabelecer os próprios objetivos e os critérios que usará para escolher a universidade, como localização geográfica ou oferta de bolsa. Depois disso, há ajuda no processo de admissão.

O serviço de orientação é gratuito. Os escritórios cobram apenas por algumas palestras ou tradução de histórico escolar, por exemplo. De acordo com Rita, entre abril e maio estarão abertas as inscrições um programa de bolsa de estudo que paga toda a faculdade nos Estados Unidos.

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