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Estados vizinhos, RJ e ES têm desempenhos extremos no Enem

Estados vizinhos, RJ e ES têm desempenhos extremos no Enem

Atualizado: Sexta-feira, 16 Setembro de 2011 as 9:26

 O Rio de Janeiro obteve a maior média entre os estados brasileiros e o "seu vizinho" Espírito Santo ficou com a pior nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2010) em levantamento feito pelo G1 a partir dos dados enviados na segunda-feira (12) pelo Ministério da Educação.     Na classificação das escolas com mais de 75% de participação dos estudantes, segundo critério de divisão dos resultados das escolas promovidos pelo MEC, o estado do Rio de Janeiro obteve média de 628,46 pontos no geral, seguido por Minas Gerais (620,87), São Paulo (619,28) e Distrito Federal (615,97).

As escolas do Espírito Santo, juntando as redes pública e privada, conseguiram média final de 544,5, a mais baixa do país, quase 20 pontos abaixo do penúltimo colocado, o estado do Amazonas, com pontuação de 562,99.   As médias foram obtidas somando-se as notas das escolas e dividindo o resultado pelo número de instituições envolvidas (veja tabela ao lado) .

O resultado negativo do Espírito Santo foi provocado principalmente pela nota das escolas públicas. A média da rede mantida pelo governo foi de 514,81 (a pior do Brasil), enquanto a da rede particular ficou em 604,23 pontos (a 11º nota no ranking). Na comparação, os colégios que cobram mensalidade tiraram média 17,36% maior.

Foi a maior diferença entre a rede pública e a particular em um estado do país. No geral, os estudantes que pagam mensalidade tiveram nota 10,7% mais alta que os alunos de escolas mantidas pelo governo do Espírito Santo. Em entrevista ao G1 , o secretário estadual de Educação, Klinger Barbosa, comentou o desempenho das escolas públicas do estado e disse que agora é o momento de as escolas trocarem experiências. "Nós vamos chamar as escolas para conversar e trocar experiências. Aplicarem o que tem de positivo uma na outra, para que isso seja revertido", afirma.

Públicas x privadas

As escolas privadas tiveram médias maiores que as públicas em todos os estados e em todas as cinco matérias do Enem 2010.

Paraíba é o estado brasileiro com maior equilíbrio entre públicas e privadas. Na média final, as escolas pagas paraibanas tiveram média 2% maior que as gratuitas. Apenas outros dois estados mantêm uma diferença de menos de 5% entre as duas redes de ensino: Pernambuco (2,3%) e Rio de Janeiro (3,8%).

O Rio teve a maior média final do Brasil, considerando as duas redes de ensino. As escolas públicas fluminenses também ficaram na primeira posição no ranking específico das instituições mantidas pelo governo. Mas as particulares, apesar de terem tido média maior que as públicas, ficaram atrás do Distrito Federal e de Minas Gerais.

O cálculo inclui as escolas 25 estados brasileiros que tiveram participação de mais de 75% de seus alunos do 3º ano do Ensino Médio no Enem 2010. Acre e Amapá não foram considerados porque nenhuma escola pública dos estados teve alto grau de participação.

  Desigualdade

O estado com desempenho mais discrepante foi o Espírito Santo, onde a diferença das notas chegou a 17,3%. No Tocantins, os alunos de particulares tiveram em média nota 17,2% maior que seus colegas da rede pública (veja ao lado vídeo sobre o desempenho das escolas do ES no Enem) . Acima de 15% ficaram ainda o Distrito Federal (16,6%), o Ceará (16,5%) e o Piauí (15,7%).

Matemática é a matéria onde as privadas se deram melhor em comparação com as públicas de seu estado. A defasagem média ficou em 17%. A maior discrepância apontada pelos resultados aconteceu no Alagoas. Na prova, os alunos que pagam mensalidade tiveram, em média, nota 25,3% mais alta que os estudantes matriculados na rede pública.

Já redação foi a prova que melhor nivelou as redes de educação formal: as particulares apresentaram média 8,5% maior. O estado em que os alunos das públicas mais se aproximaram aos colegas mensalistas foi a Paraíba, onde quase houve empate: a nota das privadas foi 0,2% maior.

Essa foi a única diferença média abaixo de 1%, considerando todos os 25 estados incluídos nos cálculos e todas as cinco matérias do Enem.        

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