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Estudantes chilenos acusam governo de querer romper diálogo

Estudantes chilenos acusam governo de querer romper diálogo

Atualizado: Terça-feira, 4 Outubro de 2011 as 11:12

A Confederação dos Estudantes do Chile (Confech) acusou o governo de tentar romper o diálogo através do enrijecimento de penas contra manifestantes que ocuparem instituições de ensino.

Apesar disso, os estudantes ratificaram sua disposição em manter a conversa agendada para a quarta-feira.

De acordo com o presidente da Federação dos Estudantes da Universidade Católica, Giorgio Jackson, "sempre antes das reuniões, o governo trata de mandar sinais tentando quebrar os espaços [de diálogo] e não entendemos o porque disso, mas nós vamos continuar colocando nossas demandas".

O presidente dos estudantes da Universidade de Concepción, Guillermo Petersen, por sua vez, expressou que o governo "usa constantemente metodologias de amedrontamento e ameaças tanto políticas quanto administrativas, como fez com a questão das bolsas e dos recursos das instituições". "Eu acredito que o governo não tem uma intenção de resolver o conflito e de chegar a uma boa solução", reagiu.

Já o dirigente da Federação Mapuche de Estudantes, José Ancalao, opinou que o governo está provocando o movimento. "Nós lamentamos a postura que o governo está adotando antes da mesa que temos na quarta-feira porque vemos que existe uma certa provocação antes da reunião, algo que está tensionando a relação".

Nesta semana, Sebastián Piñera, assinou uma reforma no Código Penal que endurece as punições a quem agredir policiais durante manifestações públicas. As mudanças também estabelecem como crime a "ocupação ou invasão ilegal de imóveis", entre eles, de escolas.

O projeto aponta para a principal medida de pressão do movimento estudantil, que há cinco meses reclama por reformas estruturais para a educação.

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