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Estudantes debatem ensino técnico no Brasil

Estudantes debatem ensino técnico no Brasil

Atualizado: Segunda-feira, 8 Dezembro de 2008 as 12

Mil estudantes de escolas técnicas de todo o país querem conhecer melhor as mudanças na educação profissional e tecnológica pública e opinar sobre a maneira de ensinar e aprender. Eles participam desde esta segunda-feira, 8 de dezembro, até sexta, 12/12, da 10ª edição do Encontro Nacional de Escolas Técnicas (Enet) da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), no Centro Universitário Metropolitano de São Paulo, em Guarulhos. ''Vamos discutir mudanças importantes, como a criação dos Ifets (institutos federais de educação tecnológica) e as vagas gratuitas no Sistema S”, diz o presidente da Ubes, Ismael Cardoso. Ele reclama da falta de informação sobre os temas, “estratégicos para o desenvolvimento do país''.

O acordo do governo federal com entidades do Sistema S — serviços sociais da indústria (Sesi) e do comércio (Sesc) e serviços nacionais de aprendizagem industrial (Senai) e comercial (Senac) — permitirá, a partir de 2009, ampliar as vagas gratuitas em cursos de formação inicial e continuada oferecidos a alunos de escolas públicas e a trabalhadores de baixa renda.

A oferta de cursos gratuitos aumentará de forma progressiva entre 2009 e 2014 nas quatro entidades. No Senai e no Senac, a gratuidade alcançará 66,6% em 2014; no Sesi e no Sesc, chegará a 33,3%, também em 2014.

Já os institutos (serão 38) estarão presentes em todos estados, com a oferta de ensino médio integrado, cursos superiores de tecnologia e licenciaturas. As 354 unidades da rede federal de educação profissional e tecnológica vão se tornar campi dos novos institutos. Metade das vagas será destinada à oferta de cursos técnicos de nível médio, em especial de currículo integrado.

Além desses temas, os estudantes debatem a estrutura do ensino técnico e o processo de expansão das escolas que o oferecerão. “A rede federal veio impulsionar o desenvolvimento do país. Após cem anos de história, acrescentaremos 214 escolas”, disse o coordenador-geral de supervisão da rede, Alexandre Vidor. Até 2002, quando teve início o processo de expansão, havia 140 escolas. A primeira foi construída em 1909. Em 2010, serão 354 no total.

De acordo com Ismael, o encontro é importante para evidenciar o posicionamento dos estudantes em relação às políticas educacionais adotadas para o ensino técnico. ''Pela primeira vez, vamos reunir as opiniões das pessoas que vivem o cotidiano das políticas nas escolas'', destaca.

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