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FGV abre vagas para bacharelado em administração pública

FGV abre vagas para bacharelado em administração pública

Atualizado: Domingo, 31 Julho de 2011 as 9:34

A Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV-Eaesp) oferece, pela primeira vez, no vestibular 2012, o bacharelado em administração pública e governo. O curso é voltado a estudantes interessados em seguir carreira em cargos públicos, em organizações nacionais e internacionais que prestam serviços de interesse público e no terceiro setor.

Criado em 1969, o curso de administração da FGV sempre ofereceu uma habilitação em administração pública, mas o profissional saía com diploma de administrador, segundo o vice-coordenador do curso, professor Marco Antonio Carvalho Teixeira. A partir de agora, o diploma será de administrador público. A habilitação chegou a ter investimentos do governo do estado de São Paulo, que bancava as mensalidades dos alunos até meados da década de 1990.

Até o último processo seletivo, o candidato prestava vestibular para administração e podia optar pela habilitação em empresas, que tinha 150 vagas, ou pública, com 50 vagas. Com isso, parte dos alunos que iam para a habilitação pública, na verdade, queriam empresas, de acordo com Teixeira.

Com a mudança, segundo o vice-coordenador, a FGV espera atrair para o bacharelado apenas pessoas realmente interessadas em atuar na área. O curso continua com 50 vagas. “Essa separação recruta melhor o candidato na intenção”, afirmou. Além disso, a faculdade pretende atender a demanda de profissionais qualificados para seguir carreira no estado.

“Tem prefeituras e estados que não têm profissionais capacitados para fazer projetos”, disse Teixeira.

O professor disse que ainda é cedo para dizer se a procura pelo curso é expressiva. “As inscrições no vestibular da FGV começaram nesta semana (dia 15 de julho). Temos uma expectativa positiva sobre a procura”, disse.

Os dois primeiros anos do curso são integrais, com aulas teóricas em um turno e oficinas práticas no outro. A partir do terceiro ano, o curso é dado em apenas um turno e o aluno fica livre para fazer leituras, trabalho de conclusão de curso e inserção profissional. O estágio não é obrigatório.

Um bimestre do curso deverá ser feito pelos alunos obrigatoriamente em uma universidade ou centro de ensino de um país de grande diálogo com o Brasil. A faculdade dará preferência à China, países da Ásia, América Latina e África portuguesa. Além disso, o curso prevê imersões em órgãos públicos e em organizações não-governamentais.

A mensalidade do curso é de R$ 2.531. Segundo o coordenador, a FGV dá dez bolsas de estudos para o curso. Cinco delas vão para os primeiros colocados no vestibular e as outras cinco são dadas a alunos carentes que passarem no vestibular. Há ainda a possibilidade de participar de um programa da fundação em que o aluno faz o curso e paga depois de formado. “É um estímulo para reter bons talentos”, afirmou Teixeira.

fonte: G1

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