Foi comprovado que só um terço dos alunos sabe o ideal em Matemática

Após prova, foi comprovado que só um terço dos alunos sabe o ideal em Matemática

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 às 09:06
prova
Somente um terço dos alunos do 3º ano do ensino fundamental das escolas públicas e privadas do Brasil tem o conhecimento ideal em matemática. Em porcentagem, significa que 33,3% dos alunos conseguem, por exemplo, resolver problemas com notas e moedas e sabem fazer contas de adição e subtração. Na escrita, a proficiência é ainda um pouco menor, 30,1% dos alunos têm habilidade para organizar um texto com coesão, respeitando normas gramaticais e pontuação.
 
O melhor desempenho foi constatado na prova de leitura, mas o índice de proficiência não atingiu a maioria dos alunos: 44,5% sabem identificar temas de narrativas, localizar informações explícitas, ou seja, "ler para aprender", como definem os especialistas.
 
Os dados são resultado da segunda edição da Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) divulgada nesta terça-feira (25). O exame avaliou 54 mil alunos de 1.200 escolas públicas e privadas em 600 cidades. Metade da amostra é de 2º ano e a outra de 3º ano, com idades entre 8 e 9 anos, período considerado limite para alfabetização.
 
Não é possível comparar os resultados com a primeira edição da Prova ABC porque ela foi aplicada a alunos que já tinham concluído o 3º ano do ensino fundamental.
 
Prova ABC
As provas tinham 20 itens de múltipla escolha de leitura ou matemática. Cada grupo de alunos respondeu uma delas, mas todos fizeram a redação sobre um tema único. A avaliação foi elaborada em uma parceria do Todos Pela Educação com o Instituto Paulo Montenegro/Ibope, a Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
A prova é o instrumento para avaliar a alfabetização no Brasil, e se refere à meta número dois do Todos pela Educação, que é fazer com que até 2022, 100% das crianças apresentem as habilidades básicas de leitura e escrita até o fim do 3º ano do ensino fundamental. No entanto, será a última edição do exame, já que o Ministério da Educação criou a Avaliação Nacional da Alfabetização (Ana) para monitorar esses resultados.
A pesquisa aponta que na rede pública nenhum estado brasileiro atinge o índice de 50% de proficiência em matemática ou escrita. O melhor resultado em matemática aparece em Santa Catarina (46,5%), seguida por São Paulo (44,4%) e Minas Gerais (44,1%). Alagoas e Amazonas amargam empatadas o pior desempenho com somente 7,9% dos alunos com o conhecimento ideal na disciplina.
 
Em escrita, os destaques são os estados de Minas Gerais (37,2%), São Paulo (36,2%), Goiás (34,6%). Alagoas (8,3%) mais uma vez aparece com pior índice de somente 8,3% de proficiência entre os alunos, seguida pelo estado do Pará com 8,6%.
 
A explicação sobre os motivos de as crianças lerem melhor do que escrevem na opinião de Nilma Fontanive, da Fundação Cesgranrio, é uma "questão da ênfase na aprendizagem." "Não há estudos que mostrem que cognitivamente escrever seja mais complesco que ler. As duas habilidades devem vir juntas, mas há menos prática textual nas escolas."
 
 
 

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