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Funcionários da Uniban pedem para adiar depoimento

Funcionários da Uniban pedem para adiar depoimento

Atualizado: Quinta-feira, 19 Novembro de 2009 as 12

Não será mais nesta quinta-feira (19) o depoimento do coordenador do curso de turismo da Uniban (Universidade Bandeirantes) e dos três seguranças que tentaram conter o tumulto no dia em que a estudante Geisy Arruda foi hostilizada por colegas, por usar um vestido curto. O relato, que seria dado às 13h, foi remarcado para a próxima quarta-feira (25).

Segundo a titular da Delegacia de Defesa da Mulher, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, Angela Balarini, os funcionários da Uniban pediram que o depoimento fosse adiado porque eles queriam comparecer à delegacia na companhia do advogado, que não poderia ir nesta quinta.

A delegada afirmou que pretende ouvir os quatro funcionários no mesmo dia. A Uniban foi procurada pela reportagem para comentar o adiamento dos depoimentos, mas até o fechamento da nota não tinha se posicionado.

Quanto à Geisy, Angela disse que a estudante também deverá ser ouvida na próxima semana.

''O depoimento da amiga dela, Paola Cristina Fernandes, na última quarta-feira (17), me esclareceu mais sobre a situação. Mas, ainda preciso ouvir a Geisy o quanto antes''.

Amiga de Geisy

A estudante Paola, amiga de Geisy, prestou durante três horas seu depoimento na Delegacia de Defesa da Mulher, em São Bernardo do Campo, região do Grande ABC. Ela foi ouvida no começo da tarde da última quarta-feira (18).

Ao contrário do que a defesa de Geisy havia informado anteriormente, apenas uma testemunha foi ouvida pela delegada Balarini.

As demais testemunhas ainda não foram convocadas pela polícia. O advogado de Geisy Marcelo Chielli Gouveia disse que outras estudantes acompanharam as ofensas:

''Há um grupo de seis amigas que, assim como Paola, acompanharam as agressões. Mas essas pessoas ainda não foram escolhidas''.

Paola também foi acompanhada por outro advogado de Geisy, João Abaixe Jr.

Colega de classe da aluna hostilizada, Paola ratificou as circunstâncias que levaram Geisy a ser escoltada pela polícia para sair da Uniban, segundo Gouveia:

''Ela enfatizou os fatos que já estão sendo investigados. Ela estuda com Geisy e a acompanhou durante todo o momento [das agressões]''.

No dia 22 de outubro, Geisy teve que chamar a polícia para conseguir sair da Uniban. A estudante de turismo foi à aula com um vestido curto e provocou uma reação violenta nos estudantes que a insultaram e a encurralaram dentro da sala.

A universidade chegou a expulsá-la, mas recuou na decisão.

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