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Funcionários da USP em greve fecham prédio administrativo da ECA

Funcionários da USP em greve fecham prédio administrativo da ECA

Atualizado: Quinta-feira, 6 Maio de 2010 as 2:29

Funcionários da Universidade de São Paulo (USP) em greve desde esta quarta-feira (5) fecharam a entrada do prédio administrativo da Escola de Comunicação e Artes (ECA), impedindo o funcionamento da área, na manhã desta quinta-feira (6).

Os prédios dos departamentos, onde são ministradas as aulas, estão funcionando normalmente e as aulas estão normais, segundo a assessoria de imprensa da reitoria. Todas as outras faculdades da USP estão em funcionamento e com as aulas mantidas.

O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) pretendia fechar também a entrada da Faculdade de Direito, no Largo São Francisco, mas isso não ocorreu.

O motivo do fechamento do prédio administrativo da ECA, conforme votação em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) na quarta-feira, foi a decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, que atendeu a um pedido de liminar da reitoria da universidade e determinou que os grevistas paguem multa diária de R$ 1 mil se houver piquetes ou bloqueios em acessos a prédios.

Na terça-feira, um dia antes do início da greve, a reitoria afirmou ainda que não pagará os dias não trabalhados durante a paralisação. O sindicato considera a decisão como um ataque ao direito de greve. ''Sempre discutimos essa questão ao final da greve'', disse uma das diretoras do Sintusp, Neli Wada, ao G1, na quarta-feira, durante a assembleia. Uma nova assembleia da categoria será realizada nesta sexta-feira (7).

No dia 11, haverá uma negociação entre o Fórum das Seis (que representa entidades de funcionários e estudantes da USP, Unesp e Unicamp) e o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp).

O Sintusp reivindica extensão do aumento de 6% concedido aos professores no início deste ano, 16% de reajuste e R$ 200 fixos no salário por perdas salariais. O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) afirmou que só haverá negociação sobre as propostas em reunião marcada para o próximo dia 11.

O sindicato afirma que a adesão dos trabalhadores de São Paulo, um total 9 mil no campus Butantã e outros 1.300 em outros prédios em São Paulo, passa de 50%. Ainda segundo o Sintusp, funcionários dos campi de Ribeirão Preto, São Carlos e Piracicaba aderiram à greve.

Segundo a reitoria, no campus Ribeirão Preto, estão parados o restaurante e o transporte, e em São Carlos só o restaurante está fechado. Segundo a assessoria de imprensa do campus de Piracicaba, 70 dos 950 funcionários entraram em greve. Nos campi de Bauru, Pirassununga e Lorena, o funcionamento é normal.

Foto: G1

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