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Funcionários da USP em greve invadem reitoria

Funcionários da USP em greve invadem reitoria

Atualizado: Terça-feira, 8 Junho de 2010 as 3:50

Funcionários da USP que estão em greve desde o início de maio invadiram a reitoria por volta das 10h desta terça-feira (8). O grupo destruiu a porta de uma garagem nos fundos do prédio e quebrou vidros de janelas. Eles também colocaram faixas no edifício criticando o reitor (João Grandino Rodas) e pedindo sua saída.

A ação, segundo os manifestantes, foi motivada pelo corte dos salários de cerca de mil funcionários, devido à greve. Os manifestantes pedem aumento de 6% à categoria, como concedido aos professores da USP, Unesp e Unicamp em fevereiro, além dos 6,57% concedidos a todos servidores das universidades paulistas, em maio.

O prédio da reitoria já havia sido fechado pelos grevistas, assim como os edifícios que abrigam a coordenadoria do campus e a coordenadoria de assistência social.

Parte do grupo de invasores, liderado por diretores do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), era formada por jovens que aparentam ser estudantes. Alguns deles enrolaram cachecóis no rosto para evitar a identificação. No momento da invasão, eles pediram para que a imprensa não tirasse fotos.

A maioria dos funcionários que estavam mobilizados em frente à reitoria acompanhou a invasão de fora, com olhares assustados. Questionado, um deles afirmou que não sabe se a ação valerá a pena. Carros da Guarda Universitária acompanharam toda a movimentação de longe.

A assessoria de imprensa da reitoria ainda não falou sobre o assunto.

Por volta das 10h40, diretores do sindicato convocaram os funcionários a entrar no prédio para uma assembleia. Alguns entraram, mas a maioria preferiu ficar de fora, o que obrigou um dos dirigentes a fazer uma reunião em frente à garagem da reitoria.

Por volta das 11h15, a maior parte dos funcionários reunidos em frente à porta quebrada da reitoria decidiu manter a invasão e fazer uma assembleia dentro do prédio.

Às 15h, os grevistas decidiram em assembleia que manterão a invasão até a abertura de negociação com a reitoria sobre o corte de salários.

Por Fernanda Nogueira

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