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Funcionários da USP entram em greve por tempo indeterminado

Funcionários da USP entram em greve por tempo indeterminado

Atualizado: Quarta-feira, 5 Maio de 2010 as 12:15

Funcionários da Universidade de São Paulo (USP) começaram uma greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira (5). Os professores não participam da paralisação.

O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) reivindica aumento salarial e protesta contra quebra de isonomia devido ao aumento de 6% concedido aos professores no início deste ano. A categoria quer 16% de reajuste, além de R$ 200 fixos no salário por perdas salariais dos últimos anos.

Segundo o sindicato, a greve afeta a circulação de ônibus internos da USP, laboratórios, bibliotecas e áreas administrativas. Ainda não há um balanço da adesão de trabalhadores à greve. O campus Butantã tem cerca de 9 mil trabalhadores e o total da universidade, incluindo outros seis campi no interior, é de 15.500.

De acordo com balanço feito pela reitoria da USP no campus Butantã, estão parados os serviços da coordenadoria de assistência social, o prédio da antiga reitoria e a coordenadoria do campus. Já as faculdades estão funcionando e as aulas estão mantidas. No campus Ribeirão Preto, estão parados o restaurante e o transporte, e em São Carlos só o restaurante está fechado. Nos campi de Bauru, Pirassununga, Piracicaba e Lorena, o funcionamento é normal, de acordo com a USP.

Uma assembleia dos grevistas ocorre nesta quarta-feira e uma reunião de avaliação da direção do sindicato ocorrerá à tarde. De acordo com o sindicato, não devem ocorrer protestos nesta quarta-feira.

O Cruesp divulgou nesta terça-feira (4), uma nota em que comunica decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo. Segundo a decisão, os grevistas terão de pagar multa diária de R$ 1 mil se fizerem piquetes ou montarem bloqueios em acessos a prédios. A decisão afirma ainda que não haverá pagamento dos dias não trabalhados.

''Já houve casos parecidos contra piquetes no passado, mas nunca passamos. Já essa liminar sobre corte dos dias parados nunca aconteceu. Sempre negociamos essa questão ao final da greve'', disse um dos diretores do Sintusp, Aníbal Cavali.

Uma reunião entre o Fórum das Seis (composto por entidades representantes de professores e funcionários das três universidades paulistas) com a equipe técnica do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) está marcada para esta quinta-feira (6), às 14h30. Outra reunião entre o fórum e o Cruesp está agendada para o dia 11 de maio, às 15h.

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