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Funcionários da USP fazem reunião para decidir fechamento da reitoria

Funcionários da USP fazem reunião para decidir fechamento da reitoria

Atualizado: Terça-feira, 25 Maio de 2010 as 11:54

Funcionários da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) realizam na manhã desta terça-feira (25) uma assembleia para decidir a adesão à greve iniciada em 5 de maio na universidade e a manutenção do fechamento do prédio da reitoria. A reunião começou por volta das 9h30. O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) impede a entrada no local desde o início da manhã. O fechamento foi feito, dizem eles, para garantir a realização da assembleia.

Funcionários que chegaram para trabalhar nesta manhã foram orientados a aguardar na frente do prédio para a realização da assembleia. De acordo com o sindicato, os trabalhadores da reitoria sinalizaram a vontade de aderir à greve, mas sofrem pressão de seus superiores. "Por isso, fechamos o prédio. Assim, podemos fazer uma grande reunião para decidir se eles aderem à greve e manteremos o prédio fechado", explicou Magno de Carvalho, diretor de base do Sintusp. Caso os funcionários optem por continuar o trabalho, o sindicato diz que deixará o local.

A situação é tranquila no local desde o início do movimento. Há faixas de protesto e trabalhadores sentados em frente a todas as entradas da reitoria. Na principal, um carro de som é usado por membros do sindicato para proferir os objetivos do movimento.

O fechamento do prédio é reconhecido pelo próprio sindicato como uma medida extrema. "O sindicato reconhece que é uma medida de força, que foi tomada até para apressar o fim da greve", explicou Carvalho.

Os trabalhadores querem a reabertura das negociações com o Conselho de Reitores da Universidade de São Paulo (Cruesp) e a restauração da isonomia salarial em relação aos professores - que receberam recentemente 6% de aumento retroativo. "Os professores tiveram 12,57% de aumento, e nós 6,57%. De imediato, queremos os 6%. Se conseguirmos isso, a greve acaba", explicou o diretor do Sintusp.

Apesar disso, faixas na frente da reitoria pedem um aumento salarial de 16%. Entretanto, segundo Magno, essa reivindicação ficará para o segundo semestre.

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