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Funcionários em greve decidem manter invasão da reitoria da USP

Funcionários em greve decidem manter invasão da reitoria da USP

Atualizado: Quinta-feira, 10 Junho de 2010 as 10:28

Os trabalhadores da Universidade de São Paulo (USP) decidiram nesta quarta-feira (9) manter a invasão da reitoria ocorrida na terça-feira (8). Os trabalhadores estão em greve desde o dia 5 de maio.

O segundo dia de invasão nesta quarta-feira (9) foi tranquilo. O professor Luiz Renato Martins da Escola de Comunicações e Artes (ECA) voltou a dar aulas no saguão da reitoria como apoio ao movimento.

Os manifestantes também receberam a solidariedade de um grupo de 40 alunos e trabalhadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que saiu de Campinas e passou a tarde toda na ocupação, em São Paulo.

Na terça-feira (8), o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) Magno de Carvalho disse ao G1 que a condição para os grevistas desocuparem o prédio é a reabertura de negociação salarial e o pagamento de salário de cerca de mil funcionários que não receberam devido à greve.

Os manifestantes pedem aumento de 6% à categoria, como concedido aos professores da USP, Unesp e Unicamp em fevereiro.

A Universidade de São Paulo (USP) lamentou, em nota divulgada à imprensa, na terça-feira (8), a invasão do prédio da reitoria feita por funcionários em greve e estudantes.

O texto afirma que a invasão foi feita por cerca de 80 manifestantes, entre servidores, alunos e pessoas estranhas à comunidade acadêmica, portando ferramentas pesadas utilizadas em demolição, como marretas, machados e picaretas.

''Vandalizaram as instalações do edifício e consumaram a invasão com a expulsão truculenta da Guarda Universitária, que atua normalmente como responsável pelo patrimônio'', disse a nota.

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