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Golpe usa nome do MEC para premiar escolas

Golpe usa nome do MEC para premiar escolas

Atualizado: Segunda-feira, 12 Abril de 2010 as 12

Um obscuro instituto da Grande São Paulo vende, por cerca de R$ 2.000, um "prêmio" educacional com falso aval do Ministério da Educação. Anualmente, 150 escolas, supletivos e faculdades compram o direito de ser premiadas como as "melhores instituições de ensino do Brasil", à revelia do ministério. Tal raking, na verdade, não existe.

É o que informa reportagem de Ricardo Gallo publicada nesta segunda-feira pela Folha. O MEC pedirá que a Polícia Federal investigue o caso.

Entre as premiadas, estão faculdades reprovadas pelo MEC, além de colégios mal classificados no Enem, exame que avalia o ensino médio. Instituições que recebem o prêmio disseram não saber que não havia aval do Ministério da Educação.

A premiação existe desde 2005. Luís Renato Nogueira, dono do Instituto Brasileiro de Pesquisa de Qualidade Gomes Pimentel, admitiu que usa dados não oficiais e disse que cobra só convites adicionais para o evento do prêmio.

O ministério pedirá para a Polícia Federal investigar o caso e tomará as "providências judiciais cabíveis". Por meio da assessoria de imprensa, o ministro Fernando Haddad se disse perplexo. O MEC disse que fará campanha para divulgar em todo o Brasil índices oficiais, de modo a evitar o uso indevido de dados federais.

A premiação foi em novembro, em um bufê no Tatuapé (zona leste de SP). O paraninfo foi um homem que disse representar o ministro Fernando Haddad - chamado de "Haddads".

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