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Governador de SP, é contra a redução das aulas de Português

Governador de SP, é contra a redução das aulas de Português

Atualizado: Sexta-feira, 30 Setembro de 2011 as 2:21

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou ser contra a redução das cargas horárias de português e matemática no ensino médio da rede estadual, medida que foi sugerida pela própria Secretaria de Estado da Educação.   Para Alckmin, o que ocorre é uma discussão sobre o tema e não há nenhuma decisão. "E, já que vai haver um debate, eu já quero dar a minha contribuição, dizendo que, se nós pudéssemos, deveríamos aumentar as aulas de português e de matemática."

A mudança seria implantada em 2012. O aluno poderia escolher um currículo com três ênfases: linguagem, matemática/ciências da natureza ou ciências humanas.

Pela proposta, um aluno, que hoje deveria assistir a 560 aulas de português, poderia assistir só a 360 se optasse pelo currículo com ênfase em humanas -com isso, aumentariam aulas de disciplinas como filosofia e sociologia.

Se a opção fosse por currículo com ênfase em linguagem, o número de aulas de português cairia para 440.

Hoje, o currículo é quase o mesmo para todos. A possibilidade de escolha valeria para os alunos que concluírem o ensino médio em 2014.

A mudança resolveria dois problemas para o governo. O primeiro é reduzir a carga de matérias em que o desempenho dos alunos não é bom.

Prova feita pela secretaria mostra 38% dos estudantes abaixo do esperado em português e 58% em matemática.

O outro problema é incluir disciplinas como espanhol, que será obrigatório em todas as escolas.

GOVERNO DECIDE

A Folha tentou, mas não conseguiu ouvir o secretário da Educação, Herman Voorwald. A assessoria da pasta afirmou que "trata-se de proposta enviada para discussão, e não para implementação" e "a decisão final será do governo".

Disse ainda que "da discussão (...), claramente elogiada pelo governador, sairão análises e sugestões que serão apresentadas ao secretário em reuniões regionais de trabalho em outubro".

A proposta foi elaborada por um grupo de educadores da rede estadual sob a supervisão da Cenp (Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas), órgão da secretaria.

Segundo a pasta, a proposta visa "tornar o currículo mais atrativo".          

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