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Governo atinge meta e inaugura 214 escolas técnicas

Governo atinge meta e inaugura 214 escolas técnicas

Atualizado: Terça-feira, 28 Dezembro de 2010 as 8:07

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação, Fernando Haddad, armaram um palanque nesta segunda-feira (27) para inaugurar simultaneamente 31 escolas técnicas em 14 Estados e no Distrito Federal. O problema é que apenas 19 delas estarão em condições de abrigar aulas no primeiro semestre do ano que vem.

A cerimônia teve que acontecer de qualquer jeito, pois a meta do governo era criar 214 novas escolas técnicas até o fim de 2010. Dessa forma, o MEC (Ministério da Educação) chegou a incluir até mesmo duas escolas que não estão prontas, como em Santa Inês, no Maranhão, e Gama, no Distrito Federal. Outras aparecem na lista apenas por terem realizado obras para aumento da capacidade, como a de Varginha, em Minas Gerais.

Ainda que tenha inaugurado o que de fato ainda não está pronto, o governo tem méritos de sobra nesse quesito. Até o início do governo Lula, o Brasil contava com 140 escolas técnicas e ficou engessado até 2005 por conta de uma lei -editada ainda no governo Fernando Henrique Cardoso -que proibia a criação de novas unidades.

Hoje, o governo contabiliza 354 escolas técnicas espalhadas pelo Brasil e, de acordo com o ministro Haddad, pretende deixar 46 outras unidades prontas para serem inauguradas pela presidente eleita Dilma Rousseff no ano que vem.

- Atualmente, atendemos 358 mil alunos. Com essas unidades, teremos capacidade para atender 600 mil alunos simultaneamente.

Haddad aproveitou para se defender das críticas de que há escassez de mão de obra qualificada no Brasil, como afirmam economistas e entidades ligadas à indústria.

- Essa falta tem duas razões. A primeira é que estamos quase operando em pleno emprego, o que dificulta a contratação. A outra razão é que, para formar um engenheiro, leva-se 5 anos. Para criar um campus no interior leva no mínimo 2 anos. Ou seja, para interiorizar a oferta, o ciclo é de 7 anos. Essa formação de hoje vai surtir efeito na próxima década. Estamos correndo atrás do prejuízo de um século sem investir em educação.

Computador por aluno

Fernando Haddad também anunciou que o governo conseguiu reduzir o preço do computador portátil oferecido no programa Um Computador Por Aluno. Estados e municípios interessados podem comprar diretamente do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) ou optar por uma linha de crédito no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Para as regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste, cada equipamento custará R$ 344,18. Para o Nordeste e o Sul, R$ 376,94. Cada computador tem quatro gigabytes de capacidade, 512 megabytes de memória, tela de cristal líquido de sete polegadas, conexão de internet, bateria com autonomia mínima de três horas e pesa até 1,5 kg.

- A ideia é melhorar a realidade da escola com aquilo que a tecnologia permitir. Lógico que tecnologia não faz formação. Você tem de combinar isso com professores que estão sendo formados para se capacitar a utilizar bem essa nova tecnologia. E não podemos nos descuidar também da produção de conteúdos digitais educacionais que satisfaçam o desejo dos professores em melhorar as condições de trabalho.

Gustavo Gantois

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