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Governo de MG cria comissão para revisar salários de professores

Governo de MG cria comissão para revisar salários de professores

Atualizado: Segunda-feira, 24 Maio de 2010 as 11:18

Categoria está em greve desde 8 de abril. Após considerar a paralisação ilegal, TJ aumentou valor de multa.

A Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais criou nesta quinta-feira (20) uma comissão para revisar a estrutura de remuneração dos funcionários da educação do estado. Parte do professores da rede estadual está em greve desde 8 de abril.

Coordenado pela secretaria, o grupo de trabalho irá ouvir segmentos e entidades representativas dos servidores da educação. Terá ainda a participação das secretarias estaduais de Planejamento e da Fazenda.

O objetivo do estudo é viabilizar modificações dos vencimentos básicos por meio da incorporação de vantagens dos servidores públicos da educação em Minas Gerais, segundo a secretaria.

Segundo a coordenadora geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), Beatriz Cerqueira, os professores querem aumento salarial ainda neste ano. “Não é possível o governo propor uma dinâmica de comissão para elaborar propostas para o próximo governador. Não temos problema com a comissão desde que seja para efetuar um trabalho para ter resultados ainda em 2010”, afirmou

A criação da comissão foi proposta ao Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), em reunião em 14 de abril, segundo a secretaria.

De acordo com o governo, professores em greve terão prejuízo na contagem de férias, na avaliação de desempenho e no prêmio por produtividade. Isso irá ocorrer porque a paralisação foi considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais em 4 de maio.

Nesta quinta-feira (20), o TJ aumentou a multa diária que o sindicato dos professores terá de pagar. O valor passou de R$ 10 mil para R$ 30 mil por dia parado. O tribunal bloqueou ainda R$ 130 mil de uma conta bancária do sindicato.

Beatriz disse lamentar o fato do governo do estado decidir resolver a questão da greve na Justiça, em vez de dialogar. “A greve não vai acabar por causa da multa”, disse. O sindicato reivindica piso salarial de R$ 1.312 no estado.

A Secretaria Estadual de Educação afirma que o menor salário dos professores em Minas Gerais é de R$ 935, para 24 horas semanais. Para a secretaria, esse valor é proporcional ao piso nacional, de R$ 1.204, que é de 40 horas semanais.

A greve dos servidores estaduais da educação continua por tempo indeterminado. Na próxima terça-feira (25), a categoria faz nova assembleia para decidir o rumo da paralisação.

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