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Governo prioriza dar bolsas de pesquisa a engenheiros e geólogos

Governo prioriza dar bolsas de pesquisa a engenheiros e geólogos

Atualizado: Segunda-feira, 10 Maio de 2010 as 10:04

O Brasil precisa de doutores em engenharia, geologia e oceanografia, mas as universidades não conseguem formar a quantidade necessária para o desenvolvimento do país. Esta é a avaliação de Jorge Guimarães, presidente da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento do Ensino Superior), ao afirmar que estas áreas são prioritárias na oferta de bolsas de pesquisa do órgão. A Capes é vinculada ao MEC (Ministério da Educação).

''Com a descoberta das grandes jazidas de petróleo e gás no pré-sal, a Petrobras vai precisar de 60 mil engenheiros e muitos oceanógrafos. A Vale [empresa da área de minérios] quer todo mundo da área de geociências, de minas e até de antropologia. Mas ainda temos poucos cursos e um número muito pequeno frente a essa enorme necessidade de mão-de-obra''.

Os cursos voltados para o petróleo não foram os únicos a serem citados pelo presidente da Capes. Ele também afirmou que as áreas de botânica, engenharia em TV digital, meio ambiente e agricultura também estão em alta.

Segundo Guimarães, estudantes de pós-graduação desses cursos têm preferência nos programas de bolsas. Atualmente, por exemplo, estão abertas inscrições para doutorado-sanduíche no exterior. Neste tipo de pós-graduação, o aluno recebe uma verba para passar um ano estudando em uma universidade estrangeira, mas as suas pesquisas devem ser terminadas no Brasil.

É o caso do oceanógrafo Ângelo Bernardino, que é atualmente professor da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo). Ele fez doutorado na USP (Universidade de São Paulo) entre 2006 e 2009, mas passou quase dois anos na Universidade do Havaí, nos Estados Unidos, com uma bolsa da Capes de cerca de R$ 1.900 (US$1.100).

Bernardino afirma que teve facilidade para conseguir as bolsas não só devido ao seu curso, mas também porque estudava na maior universidade do país.

''Não tive dificuldade porque estava na USP [Universidade de São Paulo], que tem conceito 5 [o mais alto] na Capes, mas já ouvi falar de casos de pessoas que tiveram dificuldade por fazer um curso que tinha conceito 3, por exemplo''.

A Capes oferece bolsas por meio de convênios ou editais - cerca de 20 estão abertos no site do órgão (clique aqui para consultá-los).

O CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, também possui programas de bolsas, voltadas principalmente para a graduação. Em 2009, os dois principais órgãos de incentivo à pesquisa do governo federal concederam juntos 116 mil bolsas de pesquisa acadêmica para o ensino superior.

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