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Há muito o que ser alcançado, diz reitor da USP sobre ranking mundial

Há muito o que ser alcançado, diz reitor da USP sobre ranking mundial

Atualizado: Quinta-feira, 6 Outubro de 2011 as 2:01

O reitor da Universidade de São Paulo (USP), João Grandino Rodas, comemorou o resultado do ranking internacional do Times Higher Education (THE), que colocou a instituição paulista como a 178ª melhor do mundo. Rodas, no entanto, destacou que a melhoria é apenas um primeiro passo. “Resta muito a ser alcançado”, disse Rodas.   O ranking foi divulgado na noite desta quarta-feira (4). Foi a segunda vez que a USP apareceu no ranking entre as 200 melhores universidades – a primeira foi em 1996. A USP recebeu 44,1 pontos na avaliação dos especialistas da THE. O ranking avalia o desempenho dos estudantes e a produção acadêmica nas áreas de engenharia e tecnologia, artes e humanidades, ciências da vida, saúde, física e ciências sociais. A pontuação da universidade brasileira é menos da metade do índice alcançado pelo primeiro colocado no ranking, o Instituto de Tecnologia da Califórnia, que marcou 94,1 pontos.

    A outra universidade brasileira que aparece no ranking, que conta com 400 instituições de ensino superior, é a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que aparece no bloco de posições entre 276º e 300º lugar (não há uma colocação específica). O ranking de 2010 tinha apenas 200 universidades, e nenhuma instituição brasileira constava.

Nos critérios de avaliação, a USP obteve boas notas em qualidade dos professores (61,7 pontos) e em pesquisa (58,0), mas teve notas baixas em inovação (33,3), projeção internacional (22,9) e citações em pesquisas (18,8).

Para o reitor Rodas, “a melhora significativa da USP comprova a preocupação crescente da comunidade acadêmica com a qualidade do ensino, pesquisa e extensão, interdisciplinaridade, coesão e ênfase na internacionalização”. Este ano, a USP comemorou a marca de 100 mil títulos de pesquisa em pós-graduação.     A relação anual da Times Higher Education, que utilizada dados da Thomson Reuters, é baseada em 13 indicadores, que vão de investimento à pesquisa, passando por publicações científicas, número de doutorados e de estudantes estrangeiros.

Outra lista, publicada em setembro pela QS, antigo sócio da Times Higher Education, coloca na liderança a Universidade de Cambridge, seguida por Harvard e pelo Massachussetts Institute of Technology (MIT).   Na terça-feira (4), a USP apareceu em primeiro lugar em outro ranking acadêmico, o ranking QS de universidades da América Latina. O Brasil teve 31 instituições entre as cem melhores deste ranking.

No ranking mundial da QS, a USP aparece em 169º lugar. Já no Webometrics Ranking of World Universities, que avalia o desempenho da universidade em sua produção na internet, a USP está em 43º lugar no mundo.          

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