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Imagens da "imprensa negra" trazem ex-escravos como divas da moda e senhores de posses

Imagens da "imprensa negra" trazem ex-escravos como divas da moda e senhores de posses

Atualizado: Sexta-feira, 13 Maio de 2011 as 3:44

Nesta sexta-feira (13), é lembrada a Abolição da Escravatura no Brasil. Em homenagem à data, o Arquivo Público do Estado de São Paulo disponibiliza em seu site 23 jornais e revistas da chamada "imprensa negra" brasileira. Esta é uma coleção de periódicos do movimento negro, publicada no país durante o início do século 20. Antes desta iniciativa, o acervo só podia ser consultado na própria sede da instituição.

? modulos left> Capa da Revista Quilombo, de 1950

A expressão "imprensa negra" é usada para designar os veículos de comunicação que circulavam em São Paulo após o processo abolicionista, no final do século 20. Estes meios lutavam pela integração e afirmação social da população negra na sociedade brasileira, atuando principalmente no combate ao preconceito.

Entre os títulos está o jornal A Voz da Raça , da Frente Negra Brasileira. Fundado em 1933, é reconhecido como um dos mais importantes do gênero, mas circulou somente por 4 anos, com o total de 70 edições. Outro exemplo é a Quilombo , de 1950, editada pelo militante e agitador cultural Abdias do Nascimento. A revista costumava articular e divulgar a Convenção Nacional do Negro Brasileiro.

Além disso, os jornais e revistas divulgavam eventos cotidianos dos negros, tais como festas, bailes, concursos de poesia e beleza, os quais raramente apareciam em veículos da grande imprensa. É o caso, por exemplo, dos jornais Getulino (1916-1923) e O Clarim d’Alvorada (1929-1940) e da revista Senzala (1946).

Grande parte dos veículos foi editada na cidade de São Paulo, mas também constam alguns títulos de outras cidades como Rio de Janeiro, Campinas e Sorocaba.

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