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Interesse por cursos on-line cresce com grau de escolaridade, mostra estudo do Ipea

Interesse por cursos on-line cresce com grau de escolaridade, mostra estudo do Ipea

Atualizado: Terça-feira, 10 Maio de 2011 as 2:03

Integrantes da classe A ou B e que estão empregados são os usuários de internet que mais recorrem à modalidade de educação à distância. Este é um dos resultados da pesquisa "Um perfil do uso da educação on-line no Brasil" da décima terceira edição do boletim "Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior" divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) nesta terça-feira (10).

O foco do estudo foi o de identificar a demanda por cursos on-line verificando os fatores que ajudam a diferenciar os usuários dos não usuários desta modalidade, a partir de dados das pesquisas sobre uso das tecnologias da informação e comunicação (TICs) no Brasil, do Comitê Gestor de Internet (CGI). De acordo com a pesquisa, dos 63 milhões de usuários de internet que existem no Brasil, conforme mostrou o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2009, aproximadamente 6,9 milhões estudam ou já estudaram à distância pela web.

O levantamento aponta o perfil do brasileiro que faz cursos online. Em sua maioria, eles são homens com formação universitária e com renda mensal acima da média.

Isso quer dizer que dos 7 milhões de brasileiros que já estudaram pela internet, 22% têm ensino superior e 21% são da classe A. Além disso, 12% do total são homens, enquanto as mulheres representam 10%. Na classe B, a taxa cai para 14%, e na C, para 10%. Na classe D e E, o percentual é de apenas 4%.

Entre os usuários de internet com ensino superior, 22% realizaram cursos à distância, ante 8% de pessoas com ensino médio completo. Entre aqueles com ensino fundamental, a cifra cai para 5%. Já entre empregados, a penetração da educação à distância chega a 13%, ante 10% entre os desempegados.

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