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Leituras obrigatórias, os livros do vestibular em sala de aula

Leituras obrigatórias, os livros do vestibular em sala de aula

Atualizado: Segunda-feira, 14 Março de 2011 as 8:43

Não se pode mais negar a influência da instituição do vestibular no ensino médio - Hoje, principalmente nas escolas particulares, os três anos do ensino médio são mais focados no vestibular, como se eles fossem uma versão ampliada dos cursinhos. Para os professores de literatura, a maior parte dos maiores vestibulares do país ainda oferece mais um desafio: as leituras obrigatórias

A proposta da presente série é oferecer o estudo das obras de uma forma menos ortodoxa e mais condizente com o pensamento apresentado nos vestibulares mais modernos: as obras não são sozinhas, e sim interligadas e entrelaçadas em seus temas e abordagens.

Os livros não mais se dividem apenas por períodos literários, e, sim é aproveitado tudo o que há em suas semelhanças e diferenças, costurando uma visão que mostra o que o aluno levou de cada livro, muito mais do que trechos meramente decorados.

Aqui, apresentamos sugestões e possibilidades para os livros cobrados na FUVEST, o principal vestibular do país. Não há espaço suficiente para nos estendermos por todos os vestibulares fundamentais, mas devemos lembrar que as listas são parecidas e que as sugestões aqui apresentadas são somente isto — sugestões —, e podem servir como base e fonte de ideias adaptáveis para o estudo de quaisquer obras pedidas nos outros vestibulares da sua região ou no currículo de sua escola.

O vestibular da FUVEST tem suas próprias características, e a prova teve mudanças significativas em 2009, exame prestado em 2008, e o 2010, prestado em 2009; muito provavelmente essas novas características serão mantidas enquanto for mantida a lista de livros, já programada até 2013.

Com o passar dos anos vestibulares, “vestibulinhos” e provas como o ENEM têm tentado se moldar a uma nova perspectiva, que é mais importante o saber e o descobrir que o decorar. Portanto, no caso das aulas de Português e Literatura, o mais importante é o compreender: compreender a obra per se, o contexto histórico em que ela se insere – tanto o contexto da época em que se passa a obra quanto a de sua publicação —, incluindo quaisquer segundos pensamentos que o autor colocou nas entrelinhas. Atualmente, é importante saber o período literário com o qual a obra se identifica para saber relacioná-la com outras obras; hoje se compreende que nenhum livro é sozinho, todos possuem seus antecessores, seus predecessores e seu lugar na Literatura.

Não há tempo hábil na vida de um estudante para ler todos os grandes representantes da Literatura, e os livros do vestibular pretendem fazer uma compilação do que é mais necessário saber, escolhendo livros como representantes dos principais períodos. Segundo alguns, a decisão é arbitrária e, por vezes, absurda; não falta quem questione a ausência ou presença deste ou daquele autor ou livro. O rodízio de alguns títulos da lista, uma vez a cada punhado de anos, tenta garantir uma abrangência que não sobrecarregue o aluno, enquanto a presença de autores brasileiros e portugueses, assim como a de prosadores e poetas, demonstra uma preocupação com apresentar a língua portuguesa como um todo.

O leitor da Conhecimento Prático Literatura não irá encontrar, nesta série de colunas, resumos das obras ou análises que todos os professores estão acostumados a ver. Buscaremos apresentar outros pontos de vista, sempre querendo aproximar o aluno da obra, trazê-lo para o interesse e o carinho pelo clássico em questão. E tudo, claro, sem deixar de comentar a relação entre as outras obras já mostradas, costurando-as, conforme forem sendo apresentadas.

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