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Livro eletrônico invade a Bienal em São Paulo

Livro eletrônico invade a Bienal em São Paulo

Atualizado: Sexta-feira, 20 Agosto de 2010 as 9:04

O livro eletrônico começa a dar sinais de sua força. Tanto que, na Bienal do Livro de São Paulo, que está sendo realizada nesta semana, as obras em formato digital já dividem espaço e atenções com os tradicionais livros de papel.

Os primeiros sintomas dessa mudança começaram no natal de 2009, quando a Amazon, maior loja virtual do mundo e criadora de um dos primeiros leitores de livros digitais, o Kindle, vendeu mais livros eletrônicos do que de papel pela primeira vez na história.

A febre do e-book, como são chamados os livros digitais, atingiu escritores de peso, como Paulo Coelho e Rubem Fonseca, que já vendem seus livros no formato.

Atualmente, a Amazon tem em seu acervo mais de 400 mil livros digitais, a maioria em inglês. Até o final do ano, estima-se que o número de e-books em português chegue a 5 mil

O potencial do mercado é grande. Uma pesquisa feita pela consultoria GFK, com mais de mil pessoas a partir de 18 anos, constatou que mais da metade dos entrevistados têm a intenção de comprar um leitor de livros digitais, se o preço for acessível.

As editoras Objetiva, Record, Sextante, Intrínseca, Rocco e Planeta, de olho neste potencial, se juntaram para criar uma distribuidora de livros digitais, que espera faturar 12 milhões de reais em 2011, editando cerca de 300 e-books por mês

E até as gráficas estão se preparando para os novos tempos.É o caso da Prol, de São Paulo, que se uniu a um desenvolvedor de software para criar uma plataforma de gerenciamento de livros digitais.

O sistema se encarrega do armazenamento, da venda e até da criação dos arquivos digitais a partir dos originais enviados pelos escritores.

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