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Livros polêmicos enviados a escolas causam ambiguidade; ouça pedagoga

Livros polêmicos enviados a escolas causam ambiguidade; ouça pedagoga

Atualizado: Quinta-feira, 12 Agosto de 2010 as 4:26

O Ministério da Educação distribuiu nas escolas públicas do país um livro que narra cenas de sexo e violência com frases como "arriou as calças dela, levantou a blusa e comeu ela duas vezes". Os exemplares serão utilizados por alunos com idade a partir de 15 anos, como foi divulgado pela Folha nesta quinta-feira ( íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Esta não é a primeira polêmica envolvendo livros escolhidos para a utilização em escolas públicas. Neste mês, o governo de São Paulo foi criticado por distribuir livros com o conto do escritor Ignácio de Loyola Brandão, "Obscenidades para uma dona de casa".

A linguagem presente em obras que tratam de temas como sexo já costuma ser conhecida pelos adolescentes das escolas públicas, segundo a psicopedagoga e presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Quézia Bombonatto .

Entretanto, ela afirma neste podcast que é necessário ter mais cuidado na escolha do material didático. "Se nem a escola se propuser a dar um vocabulário mais culto, eu me pergunto onde eles vão conseguir isso depois."

Bombonatto ressalta que os professores devem mostrar a inadequação da linguagem nesse tipo de material, para que os estudantes não considerem ambiguidade quando eles próprios forem corrigidos.

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