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Manifestantes acampam em frente à reitoria da Unicamp

Manifestantes acampam em frente à reitoria da Unicamp

Atualizado: Sexta-feira, 18 Junho de 2010 as 8:13

Um grupo de 40 pessoas passou a noite desta quarta-feira (16) em frente à reitoria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em Campinas, e permanece no local desde então. Segundo a universidade, o protesto não afeta as atividades de ensino e pesquisa e não interrompe o atendimento ao público.

O coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, Marcílio Ventura, disse ao G1 que o grupo vai dormir no local novamente nesta quinta-feira (17). “Queremos forçar a abertura da negociação salarial. Temos o apoio dos alunos da Unesp que também estão no acampamento”, afirmou.

A assessoria de imprensa do sindicato informou que, pela manhã, o professor Claudinei Lombardi, da Faculdade de Educação, fez uma aula pública no local. Os manifestantes prometem fazer uma festa junina à noite.

Em São Paulo, manifestantes fecharam o acesso principal da Universidade de São Paulo (USP) entre as 6h30 e as 10h. Os participantes do protesto empurraram, xingaram e discutiram com estudantes que tentaram furar o bloqueio para entrar na universidade. A reitoria da USP está invadida desde 8 de junho devido ao corte dos dias parados de cerca de 1.600 funcionários em greve.

Na quarta-feira, os trabalhadores da Unicamp, da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) fizeram uma manifestação em frente à reitoria no campus da Unicamp, em Campinas.

Os funcionários reivindicam um aumento salarial de 6%, como fornecido aos professores em fevereiro, além dos 6,57% concedidos a todos os servidores das universidades. Os trabalhadores da USP estão em greve desde 5 de maio. Unicamp e Unesp aderiram ao movimento em 12 de maio.

Em outro protesto na Unicamp, em 26 de maio, parte dos grevistas invadiu o prédio da reitoria por cerca de duas horas.

Em nota enviada na quarta-feira, o Conselho de Reitores das Universidades Paulistas (Cruesp) afirmou que os reitores não se negam a fazer a "interlocução com funcionários, docentes e alunos e têm adotado continuamente essa prática nas universidades estaduais paulistas." No entanto, de acordo com a nota, "invasões e depredação do patrimônio público impedem o diálogo franco, civilizado e produtivo."

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