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Matrículas na educação profissional cresceram 14,7% em 2008

Matrículas na educação profissional cresceram 14,7% em 2008

Atualizado: Sexta-feira, 16 Janeiro de 2009 as 12

Brasília - Em 2008, a educação profissional foi a etapa do ensino que registrou o maior aumento no número de matriculas: 14,7%. O  número de estudantes que cursavam esse nível no ano passado era de 795 mil contra 693 mil de 2007. É o que apontam os dados do Censo Escolar de 2008, na última quinta-feira, 15 de janeiro, pelo Ministério da Educação (MEC).

Na educação básica, que envolve a creche, a pré-escola, o esino fundamental, o ensino médio e a educação profissional, o número de matrículas manteve-se estável em relação a 2007, com um ligeiro aumento de 0,4%. São 53.232.868 alunos estudando em escolas das redes pública e privada.

Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, o crescimento do ensino profissionalizante ocorreu em função da reestruturação do ensino médio integrado com a educação profissional. “Há hoje uma compressão, sobretudo dos secretários estaduais de Educação, de que temos que reestruturar o ensino médio, oferecendo condições de educação profissional para a juventude, para que ela veja sentido da sua permanência na escola até a conclusão da educação básica”, avalia.

Mas, comparando a taxa de matrículas do ensino médio (8 milhões) e da educação profissional em 2008, o percentual do alunos que tem acesso ao ensino profissionalizante ainda é baixo, menos de 10%. Para Haddad, esse percentual deveria ser elevado no mínimo a 30%. “Ainda é um número muito insatisfatório. Precisamos ter uma meta mais ambiciosa de integração do ensino médio com a educação profissional”, afirmou.

No ensino fundamental, registrou-se uma queda de 0,2% nas matrículas. Segundo o ministro, o resultado em parte é explicado pela diminuição na taxa de natalidade da população. “O importante é que a taxa de atendimento não está caindo.”

Desde que o censo foi informatizado, em 2007, o número de matrículas no ensino fundamental caiu. Em grande parte, a queda ocorreu por causa das duplicações de matrículas que existiam. O aluno era matriculado em duas escolas ao mesmo tempo, por exemplo, ou tinha registro em dois estabelecimentos em função de transferências durante o período letivo.

A precisão dos dados do censo é importante porque é em função do número de matrículas de cada rede de ensino que o ministério coordena o repasse de verbas e organiza programas como o transporte escolar, merenda e livro didático. “Em 2008, foram 700 mil duplicidades de matrícula expurgadas do banco de dados do MEC. Nós estamos melhorando muito a gestão do sistema em parceria com os secretários estaduais e municipais de educação. A gestão de recursos é muito mais eficiente do que no passado. Só com o ajuste do censo escolar são mais de R$ 400 milhões que foram economizados com uma aferição precisa das matrículas”, comparou.

Outra etapa da educação básica que registrou aumento significativo nas matrículas foi a creche. O número de matrículas passou de 1,57 milhões em 2007 para 1,75 milhçoes em 2008, o que representa quase 11% de crescimento. Para o ministro, a inclusão da creche e da pré-escola no Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), com o repasse de recursos a estados e municípios, é uma das explicações para esse crescimento.

Na educação especial, os dados do censo apontam uma migração dos alunos das turmas especiais para as regulares. As matrículas de alunos especiais em classes comuns passaram de 46,8% em 2007 para 54% em 2008. Nas classes exclusivas, houve queda de quase 30 mil alunos.

Os dados do Censo Escolar de 2008 serão publicados amanhã (16) no Diário Oficial da União. Dos 53 milhões de matrículas, 86,7% estão nas escolas públicas e outros 13,3% dos alunos estudam em estabelecimentos particulares.

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