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MBA ou pós requerem avaliação criteriosa

MBA ou pós requerem avaliação criteriosa

Atualizado: Terça-feira, 5 Maio de 2009 as 12

Cada ano a mais de estudo aumenta a empregabilidade e o nível salarial de um profissional, afirma Marcos Fernandes, coordenador do curso de graduação em economia da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Mas, em tempos de incerteza econômica, é preciso ponderar se vale a pena desembolsar de R$ 15 mil a R$ 40 mil num curso de MBA ou pós-graduação.

O profissional deve avaliar sua situação financeira e quanto o curso vai agregar à carreira. O ideal é não comprometer mais de 30% da renda mensal.

Desempregados só devem fazer essa dívida se suas reservas cobrirem despesas por um período de seis a 12 meses. O curso pode aumentar a empregabilidade e a rede de contatos.

O engenheiro Gabriel Silva, 26, consultor de sistemas da Sisgraph, optou por pagar seu MBA em 20 parcelas, que tomam cerca de 20% do salário. O retorno veio pouco depois --a empresa deu a ele algumas funções de gerência. "Aplico vários conceitos aprendidos em sala de aula", conta.

Planejamento

Quem se planeja com antecedência pode entrar em um consórcio. Desde fevereiro, formam-se grupos para financiar a aquisição de serviços que custem de R$ 4.000 a R$ 20 mil.

"É uma ótima alternativa, pois a taxa de administração fica muito abaixo dos juros de um crédito pessoal", comenta José Carlos Luxo, professor de finanças da FIA (Fundação Instituto de Administração).

Por lei, a taxa de administração de consórcio não ultrapassa 12% do crédito. Outras taxas são cobradas, mas costumam ser mais vantajosas do que financiamentos em bancos, nos quais os juros podem superar os 7% ao mês.

Outra saída para quem tem disciplina e tempo é poupar. Para conseguir R$ 12,9 mil, por exemplo, podem-se aplicar R$ 500 por mês na poupança (com juros mensais de 0,6%) por dois anos, calcula Luxo. Quem conseguir poupar R$ 1.170 mensais nas mesmas condições acumulará cerca de R$ 30 mil ao final do período.

Antes de optar pelo financiamento, no entanto, é necessário fazer as contas da relação custo-benefício do endividamento. "É uma boa alternativa se o aluno consegue ter à vista desconto maior do que a taxa de juros do financiamento", afirma Rocha.

Jordana Viotto

Colaboração para a Folha de S.Paulo

Postado por: Adriana Amorim

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