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Melhorar a qualidade da educação a distância é desafio proposto por especialistas

Melhorar a qualidade da educação a distância é desafio proposto por especialistas

Atualizado: Quarta-feira, 17 Setembro de 2008 as 12

A educação a distância como forma de democratizar a graduação e a preocupação do Ministério da Educação com a qualidade dos cursos que oferece essa modalidade de ensino foram temas abordados na abertura do Congresso Internacional da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), no domingo, dia 14, em Santos. O encontro reúne cerca de 1,3 mil participantes e vai se estender até quarta-feira, 17.

Para apresentar experiências de outros países, participam do evento 12 conferencistas internacionais vindos dos Estados Unidos, Alemanha, Noruega, Espanha e Reino Unido.

“Há boas experiências de educação a distância no Brasil, difundidas e utilizadas. Mas a comunidade tem de discutir os problemas para evoluir e corrigir as deficiências”, disse o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, na abertura do encontro. O secretário, que representou o ministro Fernando Haddad, enfatizou que o ensino a distância é um instrumento importante para democratizar a educação superior. “Estamos em um momento muito importante. O número de alunos cresce, a produção de publicações aumenta, e o MEC está supervisionando a qualidade desses cursos”, disse.

O secretário destacou ainda a Universidade Aberta do Brasil, iniciativa do MEC voltada para capacitação de professores da rede pública, que oferece cursos a distância de graduação, especialização e educação continuada. “Só na UAB, 36,5 mil alunos são qualificados e inseridos no ambiente tecnológico a serviço de um processo pedagógico.”

Para o presidente da Abed, Fredic Litto, o encontro vai facilitar a troca de experiências sistematizadas. “As instituições de educação a distância nacionais têm de aprender a medir o sucesso de seus alunos para a melhoria do processo pedagógico e o alcance da excelência”, afirmou. Para ele, o Brasil avança, mas ainda está distante de experiências internacionais importantes.  “Faltam pesquisas qualitativas direcionadas para o desempenho dos alunos na modalidade, estudos de impacto da aprendizagem e dos cursos. Isso é fundamental para alcançarmos a qualidade desejada.”   

De acordo com o Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância de 2007, o Brasil tem 970 mil alunos de graduação na educação a distância, um crescimento de 24,9% comparado ao ano anterior.

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