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Ministério da Educação cancela 1.766 bolsas do ProUni em todo o Brasil por irregularidades

Ministério da Educação cancela 1.766 bolsas do ProUni em todo o Brasil por irregularidades

Atualizado: Quinta-feira, 26 Novembro de 2009 as 12

O MEC (Ministério da Educação) anunciou nesta quarta-feira (25) o cancelamento de 1.766 bolsas do ProUni (Programa Universidade Para Todos) por irregularidades na renda de estudantes que recebiam o benefício ou outros problemas identificados.

Pelo menos 561 universitários recebiam salário incompatível com as exigências do ProUni. O programa prevê que o aluno deve ter renda máxima de R$ 697 (um salário e meio) por pessoa da família para receber a bolsa integral e de R$ 1.395 (três salários) para ter desconto de 50% na mensalidade.

O ministério não soube informar qual o rendimento médio dos estudantes que perderam a bolsa.

Outros 631 bolsistas estavam matriculados em faculdades públicas, o que é proibido a quem participa do ProUni. Pelo menos 34 universitários já tinham diploma universitário, o que também não é permitido pelo programa.

Foram identificados 598 estudantes que tinham carros ou veículos de valor incompatível com o ProUni. Nenhum deles, entretanto, possuía automóveis de luxo.

Há, ainda, 58 casos de estudantes em que mais de uma irregularidade foi encontrada.

No total, o ProUni tem 396 mil bolsistas no programa. O número de bolsas irregulares corresponde a 0,4% do total.

Universidades

Ao todo, 15 universidades do país tiveram a participação no ProUni cancelada. A maioria - cinco instituições - são do Estado de São Paulo. Quatro são de Minas Gerais, duas são da Bahia e quatro de outros Estados (Pará, Pernambuco, Ceará e Espírito Santo).

Veja a lista de universidades suspensas no ProUni .

O cancelamento ocorreu porque as instituições não emitiram termo de adesão ao programa em alguns vestibulares, o que significa oferta irregular de bolsas, segundo o MEC.

Outras 31 universidades assinaram termo assumindo o compromisso de corrigir a baixa ocupação de bolsas do ProUni, informa a secretária de Ensino Superior do ministério, Maria Paula Dallari Bucci

Os bolsistas que têm vaga nas faculdades excluídas do programa vão poder fazer suas graduações normalmente, diz a secretária:

''Os alunos matriculados nas instituições desvinculadas têm assegurado o direito de levar o curso até o final, e isso como bolsistas''.

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