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Ministro apresenta coleção da Unesco com versão em português

Ministro apresenta coleção da Unesco com versão em português

Atualizado: Sexta-feira, 10 Dezembro de 2010 as 10:11

A coleção História Geral da África , em língua portuguesa, foi apresentada nesta quinta-feira, 9, em Brasília, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, e pelo representante no Brasil da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Vincent Defourny. O conjunto da obra, que conta a pré-história do continente africano e sua história até a década de 1980, será distribuído pelo Ministério da Educação nas bibliotecas públicas do país, em universidades, conselhos estaduais de educação e ministérios públicos estaduais, em janeiro de 2011. A tiragem será de oito mil exemplares.

A coleção, formada por oito livros, estará disponível também por meio eletrônico, para leitura e impressão, nas páginas eletrônicas do MEC e da Unesco .

Participaram da solenidade, na Universidade de Brasília, o ministro da Cultura, Juca Ferreira; o adido cultural da Embaixada de Angola, Carlos Lamartine, e o representante da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) da Presidência da República, João Carlos Nogueira, educadores, pesquisadores e representantes do movimento negro.

A ideia da publicação surgiu na Unesco na década de 1960. Durante 30 anos, aproximadamente 350 pesquisadores, a maioria africanos, levantaram dados e produziram a obra. Em 1980, a Unesco lançou a coleção em língua francesa, depois traduzida para o inglês e o árabe. Agora, em uma iniciativa brasileira, é lançada a versão para uso das oito nações que integram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa ( CPLP ).

De acordo com o ministro Fernando Haddad, os livros, que trazem aos brasileiros aproximadamente 350 milhões de anos de história, vão enriquecer a cultura nacional e abrir linhas de pesquisa sobre as relações Brasil–África. O conteúdo dará sustentação à produção de material didático para as escolas de educação básica e para a formação de professores. “Esse material vai mudar a qualidade da educação e promover uma vivência mais fraterna”, disse.

Na avaliação do ministro, a coleção é um elemento novo no conjunto das políticas públicas iniciadas no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre essas iniciativas, Haddad citou a promulgação da Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que trata das diretrizes curriculares nacionais para a educação etnorracial; o Programa Universidade para Todos (ProUni); a criação da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab); a expansão da Universidade Aberta do Brasil (UAB) para a África.

Para o representante da Unesco, a coleção História Geral da África é uma das obras-primas produzidas pela entidade e representa um forte compromisso com a promoção das relações interraciais. O conteúdo, segundo Defourny, mostra uma visão de dentro daquele continente.

Atualização — Durante dois anos, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) coordenou a atualização ortográfica de quatro volumes da coleção, já traduzidos para a língua portuguesa pela Unesco — Metodologia e Pré-História da África; África Antiga; África do Século XII a XVI; África sob Dominação Colonial , 1880–1935 .

No mesmo período, também sob a coordenação da UFSCar, foi feita a tradução do francês para o português dos demais livros — África do Século VII ao XI; África do Século XVI ao XVIII; África do Século XIX à Década de 1880; África desde 1935.

Temática — Em 2008, o Ministério da Educação delegou a 27 universidades federais e estaduais a organização de cursos de formação de professores — aperfeiçoamento, especialização ou extensão — e a produção de material didático-pedagógico sobre a temática étnico-racial. A abordagem do conteúdo, agora enriquecido com a coleção, segue o que determina a Lei nº 10.639 /2003. Para a execução das tarefas, as universidades receberam R$ 3,6 milhões do Programa de Ações Afirmativas para a População Negra nas Instituições Públicas de Educação Superior (Uniafro). Cada projeto recebeu entre R$ 100 mil e R$ 150 mil.

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