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Ministros da Educação ibero-americanos se reúnem para discutir metas de qualidade

Ministros da Educação ibero-americanos se reúnem para discutir metas de qualidade

Atualizado: Quarta-feira, 2 Setembro de 2009 as 12

O ministro da Educação, Fernando Haddad participa da solenidade de abertura do Seminário Internacional O Futuro da Educação na Ibero-América

Ministros da Educação ibero-americanos reuniram-se hoje, primeiro de setembro, em Brasília para discutir as metas educacionais estabelecidas para os países da região. Em 2008, durante reunião em El Salvador, os dirigentes aprovaram um conjunto de 21 metas que devem ser cumpridas até 2021. Entre elas está aumentar a oferta de educação infantil, universalizar e melhorar a qualidade do ensino fundamental e médio, além de fortalecer a profissão de docente.

Para o secretário-geral da Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI), Álvaro Marchesi, será preciso fazer "muito esforço em muito pouco tempo". "Nós estamos propondo fazer em dez anos o que se faz em 25", afirmou. Marchesi acredita que os países da região tem desafios parecidos a serem superados.

"É uma educação com muitas desigualdades e problemas importantes na qualidade do ensino. Podemos fazer juntos um grande esforço, cada um com suas perspectivas porque também há muitas desigualdades entre o Brasil e a Guatemala ou a Bolívia e a Argentina", comparou.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, também classificou as metas como "difíceis". "Não posso dizer que é fácil porque temos uma dívida educacional enorme, só muito recentemente o Brasil começou a investir recursos razoáveis em educação para honrar esse passivo histórico, mas temos todas as condições de cumprir as metas", avaliou.

Para o secretário-executivo do Ministério da Educação do Chile, Cristian Martinez, é importante que os países possam compartilhar boas práticas. Segundo ele, interessa ao Chile a experiência do Bolsa Família.

Mônica Messenberg, diretora da Fundação Santillana, entidade que apoiou a organização do evento, também defende a importância do intercâmbio entre os países. "É um grande caminho para se incentivar a superação desses desafios", disse.

Para o secretário-geral da OEI, os principais desafios para os países ibero-americanos são melhorar o resultado dos alunos da região em avaliações internacionais, melhorar a qualidade do ensino nos primeiros anos e superar o analfabetismo, classificado por ele como "uma tragédia na América Latina".

De acordo com Marchesi, será criado um fundo entre os países que compõem a OEI para oferecer subsídios financeiros aos países mais pobres para que eles consigam cumprir as metas. A ideia, segundo ele, é que o fundo seja de US$ 3 bilhões, dinheiro que virá dos países mais ricos da região.

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