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MP pede à Justiça que condene acusados de furto do Enem

MP pede à Justiça que condene acusados de furto do Enem

Atualizado: Sexta-feira, 25 Março de 2011 as 9:37

O MPF-SP (Ministério Público Federal em São Paulo) pediu a condenação por corrupção passiva e violação de sigilo funcional dos cinco envolvidos no furto e vazamento da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), ocorrido em 2009.

Os acusados são Felipe Pradella, Marcelo Sena, Filipe Ribeiro Barbosa (todos ex-funcionários temporários do consórcio Connasel, que era responsável pela logística do Enem), Gregory Camillo (DJ e suposto responsável por intermediar a venda da prova) e Luciano Rodrigues (publicitário e que supostamente também fazia o contato com a imprensa).

Os três primeiros teriam furtado a prova de dentro da gráfica. Já os dois últimos são acusados de negociarem o exame com a imprensa, função que Pradella também teria executado.

O processo judicial entrou na última fase antes da sentença, a dos memoriais - a acusação e a defesa apresentam suas conclusões do caso para o juiz.

O prejuízo causado pelo furto foi enorme, segundo a Procuradoria. O ministro da Educação, Fernando Haddad, estimou na época que o gasto com a reimpressão das provas foi de R$ 45 milhões, cerca de 30% do valor total da licitação do processo seletivo (R$ 148 milhões).

Os procuradores do caso afirmam que os prejuízos causados talvez nunca sejam corrigidos. Mesmo assim, eles defendem a fixação de um valor mínimo de reparação dos danos materiais e morais.

- Os denunciados não aparentam possuir recursos suficientes para reparar tão vultosos danos.

Mais de 4,1 milhões de estudantes prestariam o exame e foram atingidos, pois várias universidades desistiram de usar o resultado do Enem como substituto dos vestibulares devido aos atrasos causados com o vazamento.

Um dos réus também é acusado de extorsão, por cobrar R$ 10 mil de uma jornalista para "não fazer mal" a ela.

Mais de um ano

Quando o caso completou um ano, em outubro de 2010, o R7 procurou os acusados do furto do Enem. Um deles, Gregory Camillo, inaugurou uma casa noturna no aniversário do vazamento da prova.

Veja a reportagem do caso

A reportagem esteve na boate Play à procura do acusado. Na madrugada do dia 30 de outubro do ano passado, uma quinta-feira, ele foi o segundo a tocar na noite da estreia. Ao todo, eram quatro DJs - Gregory é um dos fixos da casa.

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