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Notas altas garantem status e vagas em universidades da Índia

Notas altas garantem status e vagas em universidades da Índia

Atualizado: Quinta-feira, 1 Abril de 2010 as 12

Conseguir uma vaga na universidade é o sonho da maioria dos jovens em qualquer país. Na Índia, apenas 12% dos estudantes, que enfrentam a maratona de provas, são admitidos nos melhores cursos. A pressão é grande já que, além da vaga, as notas altas garantem status entre as famílias de classe média, que comparam o desempenho dos filhos.

"Temos um número muito limitado de vagas em todas as universidades do país. Alguns alunos já não ficam satisfeitos quando fazem 90 ou 92 pontos. A competição é muito acirrada", diz a Rinky Awasthi, uma professora particular que todas as noites transforma a própria casa em uma sala de aula improvisada.

As aulas particulares como as de Rinky viraram febre, principalmente em Nova Déli. A procura é grande entre adolescentes de classe média. Quando terminam o ensino médio, os estudantes precisam fazer um exame nacional, no estilo do Enem brasileiro. Essa nota é usada por muitas universidades na admissão, mas na maioria é preciso fazer outra prova do tipo vestibular.

"Estou me sentindo nervosa e ansiosa", conta a estudante Sadhvi Konchada, de 17 anos, que pretende conseguir uma vaga no Instituto de Arquitetura e Desenho. "As vezes, ela estuda doze horas. As vezes vai a noite toda. Eu me sinto mais nervosa e ansiosa que a minha filha", diz a mãe dela. "Ela tem se matado de estudar, nos últimos quatro ou cinco meses", completa o pai, que junto com a mulher costuma rezar pelo sucesso da filha em um templo, sempre que ela tem prova.

A pressão é grande de todos os amigos e parentes. "No dia que recebi os últimos resultados fui passear à noite com minhas amigas e todo mundo que a gente encontrou ficava perguntando que nota a gente tinha tirado. Uma atrás da outra, parecia entrevista", lembra Sadhvi. "É uma fase complicada, mas é parte da vida", completa a mãe.

Por: Jim Yardley

 

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