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Núcleos de tecnologia educacional mostram experiências bem-sucedidas

Núcleos de tecnologia educacional mostram experiências bem-sucedidas

Atualizado: Quinta-feira, 11 Dezembro de 2008 as 12

As tecnologias de informação e comunicação são ferramentas importantes para capacitar pessoas com deficência visual e estimular o interesse pela literatura. No município de Suzano (SP), cerca de 25 deficientes visuais aprenderam a navegar na internet. Em São Pedro da Aldeia (RJ), futuras professoras escreveram livros eletrônicos. As duas experiências foram exibidas no Seminário ProInfo e TV Escola; Edição Sudeste, encerrado na quarta-feira, dia 10 de dezembro.

Na cerimônia de encerramento, o secretário de Educação a Distância do Ministério da Educação, Carlos Eduardo Bielschowsky, fez um balanço das ações realizadas pelo Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo). Segundo ele, em 2008, foi possível avançar em infra-estrutura, capacitação de professores e desenvolvimento de conteúdos digitais. “Investimos na capacitação para que a cultura digital seja incorporada na escola”, disse.

Bielschowsky acredita que o desenvolvimento dessa cultura só será possível se houver uma rede de integração com os núcleos de tecnologia educacional (NTE). Foram justamente esses núcleos os responsáveis por implantar os projetos de educação multissensorial em Suzano (SP) e de livros eletrônicos infantis em São Pedro da Aldeia (RJ).

No município paulista, além de fazer atividades sensoriais, os deficientes visuais aprendem a utilizar o computador e a navegar na internet. ''Os programas que utilizamos são leitores de tela. Assim, eles conseguem navegar normalmente'', explicou a professora Roseli Aparecida Conceição. Segundo ela, os alunos aprendem também a fazer o próprio currículo. ''Dois alunos já conseguiram emprego'', disse.

Na cidade fluminense, o NTE desenvolveu o projeto Literatura Infantil e o Livro Eletrônico, um curso oferecido para estudantes do curso normal das escolas da Região dos Lagos. Segundo a coordenadora do projeto, professora Eliana de Medeiros Ramalho, as futuras professoras descobriram como estimular a escrita e a leitura de uma forma diferente. “Além de trabalharmos a questão da linguagem textual, atentas à coerência e à coesão, fizemos a inclusão digital das normalistas”, destacou. Para fazer um livro eletrônico, elas aprenderam a usar o editor de texto e a inserir hiperlinks e fotos.

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