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"O fracasso é importante", afirma diretora de empresa de tecnologia

"O fracasso é importante", afirma diretora de empresa de tecnologia

Atualizado: Terça-feira, 10 Maio de 2011 as 2:06

Diretora de Estratégia, Pesquisa e Política de Educação Global da gigante de tecnologia Intel, a alemã Martina Roth veio semana passada ao Rio para conhecer os projetos desenvolvidos no estado. Ela destaca a importância de o professor ser um aprendiz.

Como a tecnologia está mudando o papel do professor?

MARTINA ROTH: O desafio que há é fazer com que o professor entenda que ele não será tão rápido quanto seus alunos, que ele irá colaborar com os estudantes e poderá ser seu mentor. O professor precisa entender que não sabe tudo. Ninguém sabe tudo, nem o presidente de uma empresa. Ele precisa se tornar um líder. E todo grande líder tem que admitir que não é perfeito. O fracas$é importante. É preciso calçar os sapatos dos estudantes e criar um projeto como se ele fosse o estudante e parte do time. Tornar-se um aprendiz. Para si mesmo e para os seus alunos.

Como a tecnologia deve ser vista nas salas de aula? Ela é só mais uma ferramenta?

MARTINA: Sim, a tecnologia é só uma ferramenta. Mas necessária para qualquer profissional. O que temos que fazer é treiná-los, porque há oportunidades infinitas. É preciso mostrar aos professores que é uma ferramenta de criatividade, de desenhar aulas de uma nova forma, voltada para a vida de hoje.

Como a senhora avalia o Brasil no ramo de tecnologia na educação?

MARTINA: É difícil comparar países, mas é possível avaliar o progresso que $em cada um. E estou impressionada como vocês começaram. Vejo com bons olhos especificamente o Rio, com projetos como o Educopédia, apesar de estar claro que há muito o que fazer. O fundamental para tecnologia em educação é começar. Começar agora, correr um certo risco, mas com vontade de aprimorar no dia a dia, fornecer experiências e aprender com elas.

Há uma fórmula para dar certo?

MARTINA: Não. Hoje, vemos muita coisa sobre infraestrutura, conectividade. Mas os governantes não devem se limitar a isso. O importante é saber como os alunos estão aprendendo, se os professores estão habilitados e como medir isso em indicadores. E é preciso avaliar em três, cinco anos, quando há resultados substanciais, que medem a sustentabilidade

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