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Olimpíada de Língua Portuguesa define finalistas no Sul

Olimpíada de Língua Portuguesa define finalistas no Sul

Atualizado: Segunda-feira, 27 Outubro de 2008 as 12

“Antes da oficina, aqui no Paraná, eu achava que poesia tinha de ser apenas em rima. Mas descobri que existem todas as formas. Até uma poesia de quatro palavras.” A descoberta é de Brendo Skalski, aluno da quinta série da Escola Municipal Rui Barbosa, de Imbé, Rio Grande do Sul. Ele é um dos dez finalistas da Região Sul na Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, que teve a premiação regional realizada na quinta-feira, 23 de outubro, em Curitiba.

Desde terça-feira, 21, 42 alunos e 42 professores semifinalistas da quarta e quinta séries do ensino fundamental do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina estiveram na capital parananense, em oficinas de leitura e escrita. Brendo veio do litoral gaúcho com a professora Lisiane Goulart. Para ela, o aprimoramento ao longo de toda a olimpíada foi visível. “Às vezes, algo como a poesia parece muito distante da realidade da escola. Com a olimpíada, os alunos percebem que isso está ao seu alcance”, destacou Lisiane.

A proximidade com o aluno e o trabalho na escola também foram destacados pela secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda. “A competição e a premiação são apenas a cereja do bolo”, ressaltou. Para ela, o mais importante é o trabalho do professor e do aluno durante todo o processo da olimpíada, desde a leitura do material encaminhado às escolas -“muito qualificado”, destaca Pilar -até a confecção do texto final.

Os professores receberam um caderno de orientação adequado ao gênero de texto que deveriam trabalhar -poesia, no caso da quarta e da quinta séries -e, entre abril e agosto, realizaram oficinas de produção de textos durante o horário regular de aula. Lucinéia da Silva, professora da Escola Municipal Máximo Jamur, que acompanhava a semifinalista Sabrina da Silva Souza, de Guaratuba (PR), destacou a mobilização das turmas. “Além do trabalho específico, aproveitamos parte do tempo livre em algumas aulas para ampliar o tempo de leitura.” Para ela, iniciativas como a olimpíada são fundamentais para a aprendizagem de professores e alunos.

Números

As próximas semifinais da Olimpíada de Língua Portuguesa serão realizadas em Belo Horizonte, na terça-feira, dia 28/10. Depois, em Fortaleza, Goiânia, Recife e Belém. São Paulo, em 19 de novembro, sediará a última etapa, quando serão conhecidos os finalistas do estado em poesia e os de todo o país nas demais categorias -memória (alunos da sétima e da oitava séries) e textos de opinião (segundo e terceiro ano do ensino médio). A final está marcada para 1º de dezembro, em Brasília, quando serão premiados os cinco melhores textos em cada categoria.

Criada em parceria pelo Ministério da Educação, Fundação Itaú Social e Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), a olimpíada é uma forma de estimular a leitura de alunos e aprimorar o ensino da escrita em escolas públicas. O tema central deste ano é o Lugar Onde Vivo. Foram recebidas 202.280 inscrições de professores de 5.445 cidades. Na Região Sul, participaram 3.115 escolas do Rio Grande do Sul, 1.924 de Santa Catarina e 3.619 do Paraná.

Para a diretora do Itaú Social, Ana Beatriz Patrício, o tema proporciona uma reflexão crítica dos alunos, a partir do momento em que pensam e escrevem sobre a realidade. Mais do que a competição, segundo ela, o fundamental é a formação dos professores e a qualificação dos estudantes.

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