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Peso de matemática e português cresce na segunda fase da Unicamp

Peso de matemática e português cresce na segunda fase da Unicamp

Atualizado: Quarta-feira, 12 Janeiro de 2011 as 3:01

Reformulado nesta edição, o vestibular da Unicamp terá bem menos mudanças na segunda fase --que começa no domingo (16) e vai até terça (18)-- do que teve na primeira.

Na etapa inicial, os estudantes encontraram testes no lugar das tradicionais dissertativas e mais textos de redação. Agora, a alteração está no número de questões --que continuam dissertativas na 2ª fase-- por matéria.

Apenas português e matemática continuaram com 12 questões cada uma, ganhando mais espaço em relação ao restante da prova. As outras matérias passam a ter oito questões, com exceção de inglês, com seis, e filosofia, sociologia e artes, que juntas devem somar até duas.

A prova é a mesma para todos os cursos, o que mudam são os pesos dados às questões --que variam conforme a carreira.

Segundo Renato Pedrosa, coordenador da Comvest, responsável pelo exame, a intenção de buscar estudantes mais habilitados em português e matemática se deve ao fato de essas áreas serem consideradas básicas.

"Acho que [a maior cobrança desses conteúdos] ainda não terá um grande impacto. No geral, será uma segunda fase bem parecida com as anteriores. Mas não podemos deixar isso de lado, pois português e matemática são a base de qualquer avaliação na educação", afirma.

Yasmin de Souza, 18, que presta ciências sociais, não espera grandes mudanças. "Acho que vai seguir o padrão das segundas fases passadas. Às vezes, nem me lembro de que mudou algo, não é como na primeira fase."

NOVIDADES

Apesar de também ser novidade, a cobrança de filosofia, sociologia e artes não deve surpreender, diz Pedrosa.

"Vamos introduzir gradualmente esses conteúdos, pois precisamos acompanhar a atualização das escolas no ensino dessas matérias, o que costuma demorar mais na rede pública."

Em outubro, durante oficina realizada pela Comvest para apresentar os resultados do simulado do novo vestibular, professores que participaram da atividade se disseram satisfeitos com a cobrança dessas disciplinas.

"O que foi considerado uma questão de filosofia caberia em qualquer prova de história. Acho que deu para o aluno responder só com os seus conhecimentos de história", afirmou um participante na época. "Digo o mesmo para sociologia, sobre geografia", apontou outro.

Guilherme Mendes Julio, 18, que presta engenharia de manufatura, espera que os conteúdos não sejam aprofundados. "Até estudei no colégio, mas é uma coisa a mais, pode sobrecarregar."

Por: Andressa Taffarel

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