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Plataforma e elevador promovem o acesso de cadeirantes a salas de aula e laboratórios

Plataforma e elevador promovem o acesso de cadeirantes a salas de aula e laboratórios

Atualizado: Sexta-feira, 25 Julho de 2008 as 12

O protótipo de uma plataforma de 60 centímetros de altura, acionada por controle remoto, para uso de cadeirantes, criada por Darci Gonçalves, técnico em fabricação mecânica da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), foi o ponto de partida para a instituição investir em projetos de promoção da acessibilidade de pessoas com deficiência. O projeto começou em 2004 e hoje a universidade já conta com dois tipos de plataformas e três modelos de elevadores para acesso de cadeirantes aos laboratórios, aulas práticas e salas de aula.

Darci Gonçalves, que é servidor concursado da UTFPR há 17 anos, trabalha na Divisão de Conservação de Edifícios e Produção da Universidade onde cria e desenvolve projetos. Em 2004, diz, a instituição propôs um desafio aos professores: criar projetos para facilitar o acesso a todos os setores da universidade. Darci explica que se entusiasmou pela idéia e criou a primeira plataforma. Ela tem 60 centímetros, é móvel e acionada por controle remoto. Essa plataforma é usada por cadeirantes para operar um torno mecânico.

A segunda plataforma criada por ele tem quatro metros e é usada para levar cadeirantes para as atividades ao segundo andar do prédio. A série seguinte é de três modelos de elevadores fixos: o de um metro e meio de altura é usado pelos alunos para alcançar a bancada dos laboratórios; o de três metros de altura, com opção de uma parada, dá acesso às salas de aula do segundo andar da universidade; e o de seis metros de altura, e uma parada, é para ir aos laboratórios de química e física do campus de Curitiba. Este mesmo elevador, mas com três paradas, está em teste em Campo Mourão, onde a UFTPR tem um campus. A série é denominada Elevador para Alunos Especiais e numerada conforme a altura. Os projetos da UTFPR foram desenvolvidos com recursos do Programa Incluir: Acessibilidade na Educação Superior, do Ministério da Educação.

De acordo com Darci Gonçalves, os projetos de plataformas de elevadores passam por ajustes dos desenhos para se adequarem às normas técnicas. Os passos seguintes serão patentear as marcas e buscar parcerias para a fabricação. Como ainda não tem o desenho final, Darci não revela o preço dos elevadores, mas garante que fica muito abaixo do praticado no mercado. O reitor Carlos Eduardo Cantarelli, que tomou posse nesta quarta-feira, 23, em Brasília, disse que conhece e aprova as iniciativas que promovem a acessibilidade na instituição e que vai apoiar o registro das patentes.

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