Portões são fechados para o início da última prova da 2ª fase da Fuvest

Portões são fechados para o início da última prova da fuvest

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 09:17

Os portões dos locais de prova da Fuvest foram fechados às 13h desta segunda-feira (9) para o início da última prova da fase final do vestibular. Os estudantes que disputam em três dias de provas dissertativas uma das 10.952 vagas no processo seletivo vão responder a 12 questões de duas ou três disciplinas, a depender da carreira escolhida.

Se forem duas disciplinas, serão seis questões em cada uma delas. Se forem três disciplinas, serão quatro questões em cada uma delas. Será permitido o uso de esquadros, transferidor e compasso por candidatos que tenham questões de matemática. São quatro horas de prova.

A prova desta terça-feira encerra a segunda fase. O cálculo final das notas vai considerar ainda o desempenho de cada candidato na primeira fase da Fuvest. Na unidade Barra Funda da Uninove, na Zona Oeste de São Paulo, vestibulandos consideraram justa a mudança no cálculo da nota final do vestibular que dá vagar na USP.
Ao contrário da edição anterior, neste ano a nota da primeira fase conta ponto para o resultado final. A candidata de química Patrícia Ramos Carvalho, de 18 anos, conta principalmente com a nota da primeira fase. Ela acertou 51 questões em uma carreira com nota de corte de 37 pontos.


"Minha pontuação na primeira fase ajuda muito, senão seria bem mais difícil, porque a segunda fase exige muito conhecimento, e se você vai bem na primeira isso melhora sua pontuação", afirmou a estudante, que se preparou sozinha com apostilas do colégio.
Os colegas de colégio Letícia Oliveira, de 19 anos, e Thiago Braga, de 18, não têm certeza se acham uma boa notícia que as duas fases da Fuvest tenham peso no final. "Depende de como for feito o cálculo", disse Thiago, que disputa uma vaga em psicologia.


Segundo Letícia, a nota máxima do seu curso, letras, foi 85. "Mas foi uma pessoa que tirou uma nota bem alta, e eu considero o sistema falho, porque quando é múltipla escolha, os candidatos chutam, não dá tempo de fazer tudo."
Ela afirmou que na segunda fase não deixou questões inteiras em branco, apenas itens de alguns enunciados. "Tem gente que prefere prova dissertativa porque dá para argumentar mais", afirmou Thiago.

A candidata de medicina veterinária Paula Monteiro, de 19 anos, comemorou os 66 pontos que fez na primeira fase, 14 acima da nota mínima entre os convocados. "Estudei direitinho, me superei e fiquei até acima de candidatos de medicina."
Para ela, a prova objetiva não deveria valer só para passar para a segunda fase. "Muita gente se adapta melhor às questões de múltipla escolha, nas dissertativas até sabe o conteúdo, mas não consegue se expressar", disse.
Paula afirmou que esse é o seu caso principalmente na parte de exatas. "Em humanas prefiro as questões escritas."
O vestibulando Vitor Stuart também aprova o uso da nota da primeira fase no cálculo final. "Acho justo porque na verdade a primeira fase é uma forma de avaliar o conhecimento", afirmou Stuart, professor de geografia de 33 anos que decidiu cursar lazer e turismo na USP Leste para poder dar aulas na carreira.

Depois de anos longe das apostilas, ele fez 39 pontos na primeira fase, apenas oito acima da nota de corte. "Mas na segunda fase eu me garanto, sou mais confiante, é onde posso fazer a diferença." Nesta terça-feira, ele faz provas de geografia e história.


Chuva e trânsito
Por causa da chuva, os portões do campus Barra Funda da Uninove, na Zona Oeste de São Paulo, foram abertos com 15 minutos de antecedência. Muitos candidatos do vestibular da Fuvest esperavam do lado de fora protegidos por guarda-chuvas, mas alguns desavisados não tinham como se proteger. Os portões foram abertos às 12h15.
O trânsito em São Paulo também fez muitos estudantes anteciparem a ida ao local de prova. "Vim mais cedo porque estava tudo parado", afirmou uma candidata de 17 anos, que levou 40 minutos entre sua casa, na Zona Norte de São Paulo, e a Barra Funda, na Zona Oeste.

A fase decisiva do vestibular da Fuvest começou no domingo (8), com as provas de português e redação. A taxa de abstenção no primeiro dos três dias de prova da segunda fase do vestibular foi de 8,15%. Segundo a assessoria de imprensa, 2.568 dos 31.503 candidatos aprovados na primeira fase (abstenção de 8,15%) deixaram de fazer a prova de português e a redação, que abordou o tema da "participação política".
Na segunda-feira (9), a prova teve 16 questões, de igual valor, sobre as disciplinas do núcleo comum obrigatório do ensino médio (história, geografia, matemática, física, química, biologia, inglês). O índice de abstenção foi de 8,56%. Segundo a Fuvest, faltaram à prova 2.696 dos 31.504 candidatos aprovados na primeira fase.


Algumas carreiras exigem também uma prova de habilidades específicas, como parte da segunda fase, com peso dois. Antecipada ou não, esta prova é realizada em um ou mais dias, conforme a carreira, e também vale 100 pontos.
A lista de aprovados sai em 4 de fevereiro, e as matrículas devem ser feitas em 8 e 9 de fevereiro.


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