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Práticas em Desenvolvimento Sustentável

Práticas em Desenvolvimento Sustentável

Atualizado: Sexta-feira, 27 Maio de 2011 as 1:09

Pela maioria de 410 votos, a Câmara dos Deputados aprovou o novo Código Florestal na terça-feira (24). O texto suscitou muita polêmica e pode sofrer alterações nas próximas etapas de validação, ao passar pelo Senado e, depois, pela Presidência da República.

Os pontos nevrálgicos dessa importante discussão são a transferência da responsabilidade sobre a legislação ambiental para os Estados e a anistia para quem já desmatou.

Ter um Código Florestal que regule com firmeza a relação do homem com o meio ambiente é crucial para um país como o Brasil que, a despeito de tudo o que já foi devastado indiscriminadamente, ainda tem o privilégio de deter algumas das mais ricas reservas do planeta.

Agora, só nos resta aguardar que o resultado desse processo seja favorável à preservação da natureza e, só assim, ao consequente bem-estar dos homens. Se não, logo estaremos sujeitos a um número incrivelmente maior de desastres naturais, alguns deles ainda não experimentados pelos brasileiros.

Mestrado em Sustentabilidade

Assim como o Código Florestal, a formação de especialistas em sustentabilidade também está na pauta das urgências nacionais. Segundo o professor Rodrigo Medeiros, coordenador do programa Mestrado em Práticas em Desenvolvimento Sustentável, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), "a criação deste curso no Brasil irá suprir uma lacuna importante na formação de profissionais capazes de enfrentar de maneira adequada os problemas de desenvolvimento que ainda assolam diversas regiões do País, como a pobreza, baixo acesso a serviços de saúde e saneamento e uso inadequado de recursos naturais".

A UFRRJ foi escolhida no Brasil para sediar a Rede Global de Mestrados em Práticas em Desenvolvimento Sustentável, da qual participam 22 universidades de 15 países. Para a primeira turma da América do Sul o curso será iniciado em agosto, no Rio de Janeiro. A expectativa é de se formar turmas com alunos de diferentes regiões do Brasil, da América Latina e da África lusófona.

A criação do mestrado em escala internacional foi uma recomendação da International Commission on Education for Sustainable Development Practice, que detectou a falta de profissionais em todo o mundo preparados para conceber e aplicar soluções integradas que promovam o desenvolvimento sustentável.

Formação interdisciplinar

O objetivo do programa é prepararfuturos líderes em desenvolvimento sustentável, para que sejam capazes de lidar de maneira prática com problemas, desde a pobreza e controle de doenças até as alterações climáticas e a vulnerabilidade dos ecossistemas.

Com duração de dois anos, o programa abrangerá disciplinas das ciências sociais, ciências da saúde, ciências naturais e de gestão. Além da formação acadêmica, o curso oferecerá treinamentos em campo, com a perspectiva de imersões na Mata Atlântica, Amazônia e África.

A Rede Global de Mestrados em Práticas em Desenvolvimento Sustentável tem apoio da Fundação MacArthure é coordenada pela Columbia University, nos Estados Unidos.

No Brasil, o programa firmou parcerias institucionais com universidades de reconhecida capacidade nas áreas de abrangência do curso. Procurou aumentar a representatividade e alcance geográfico do projeto e somar experiências relacionadas ao desenvolvimento em diferentes regiões brasileiras.

O programa da UFRRJ conta com a cooperação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da Universidade Federal de Minas Gerais, da Universidade Federal do Amapá e da Universidade Lúrio, de Moçambique.

As inscrições para o processo de seleção estão abertas até o dia 10 de junho. O curso é gratuito, com bolsas de estudos oferecidas pela Fundação MacArthur. Mais informações podem ser obtidas no site:

www.ufrrj.br/posgrad/ppgpds Dia Nacional da Mata Atlântica: para registrar a data (27/5), a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) lançaram o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, que cobre a situação de 16 estados entre 2008 e 2010.

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