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Professora é acusada de cortar o cabelo de alunas para fazer megahair

Professora é acusada de cortar o cabelo de alunas para fazer megahair

Atualizado: Segunda-feira, 16 Agosto de 2010 as 3:34

Uma professora da cidade de Ilhéus, no sul da Bahia, é acusada de cortar os cabelos de alunas para, supostamente, fazer um aplique de megahair. O fato chegou ao conhecimento da direção da unidade escolar municipal através da mãe de uma estudante que teria sofrido a agressão. Ela contou que a filha chegou em casa chorando depois de ter os cabelos cortados pela professora.

A direção do Centro Educativo Fé e Alegria, instituição municipal de ensino fundamental, decidiu investigar o caso, ouvindo as alunas envolvidas, num total de seis, e descobriu que todas, com idades entre sete e 10 anos tiveram os cabelos cortados pela professora. Conforme fotografias tiradas pela direção, os cabelos das meninas foram cortados bem rentes ao couro cabeludo. Segundo a secretária de Educação, Lidiney Campos, a justificativa apresentada inicialmente pela docente foi a de que teria chicletes nos cabelos das estudantes, o que foi veementemente negado pelas meninas.

A secretária não quis revelar o nome da professora, mas afirmou que a intenção dela, admitida posteriormente, seria fazer um aplique de megahair para uso próprio, porque, segundo afirmou, não tinha condições de pagar por um aplique em um salão de cabeleireiro. O preço estimado de um aplique na cidade, de acordo com o tamanho e o modelo desejado pela professora, fica em média em R$ 400.

A secretária disse que determinou o imediato afastamento da educadora. “Após recebermos um relatório detalhado elaborado por uma equipe da secretaria, com fotos e toda documentação comprobatória, constatamos que não havia condição de ela continuar em nossos quadros, por isso determinamos o seu afastamento, não só da sala de aula quanto da rede municipal de ensino”, informou Lidiney.

A professora não era concursada, atuava como contratada desde o início do ano letivo neste ano.

O caso não está sendo investigado pela polícia, porque as famílias das crianças envolvidas decidiram não formalizar queixa.

Na escola, a reportagem não conseguiu falar com diretora e a vice-diretora, que se identificou apenas como Bernadete. Ela não quis falar sobre o episódio, alegando desgaste desnecessário para a unidade e seus profissionais. “Não queremos mais ficar repisando esse assunto. Nosso objetivo agora é esquecer que isso aconteceu”, completou.

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