MENU

Professores da USP iniciam greve por tempo indeterminado

Professores da USP iniciam greve por tempo indeterminado

Atualizado: Sexta-feira, 5 Junho de 2009 as 12

Os professores da Universidade de São Paulo (USP) iniciaram, nesta sexta-feira, 5 de junho, uma greve por tempo indeterminado. Ainda não há uma estimativa da adesão nem de quantas aulas estão sendo afetadas. Pelo terceiro dia consecutivo, policiais militares permanecem na Cidade Universitária.

Às 10h, a reitora, Suely Vilela, iria receber representantes da Associação de Docentes da USP (Adusp). Segundo o presidente da entidade, Otaviano Eleni, nesta reunião será pedida a retirada da Polícia Militar do campus da universidade, além da reabertura de negociações.

"A presença da polícia dentro da universidade é incompatível. Aqui é um lugar de ensino, de pesquisa", afirmou Eleni ao G1.

A reitoria da universidade havia divulgado uma nota na quarta-feira, 3 de junho, dizendo que somente negociaria após o fim dos piquetes, realizados pelos funcionários da universidade, em greve há 32 dias.

De acordo com o tenente-coronel Cláudio Longo, que mantém um efetivo de 98 homens  no campus, a situação é tranquila na manhã desta sexta.

O Fórum das Seis, que reúne entidades sindicais de professores e funcionários das três universidades paulistas (USP, Unicamp e Unesp) também havia dito, por meio de nota, que a decisão de manter os policiais nas portarias de sete prédios para garantir o livre acesso é uma nova tentativa de “intimidar o movimento social”. "A universidade é o lugar natural do debate, da disputa democrática de idéias e da prática do respeito às diferenças."

A presença dos policiais também provoca impasse na negociação entre professores e funcionários e o Conselho de Reitores das Universidades Paulistas (Cruesp). A Reitoria da USP diz que só volta a negociar com o fim dos piquetes. Por sua vez, os funcionários exigiram, em reunião com a reitora Suely Vilela na quarta-feira passada, dia 3, a retirada da PM. A greve dos servidores da USP completa 31 dias nesta quinta-feira.

A Reitoria da USP também emitiu nota sobre o retorno da PM ao campus. Para a direção da USP, os policiais garantiram "o direito dos servidores de entrarem em seus locais de trabalho". A Reitoria afirma reconhecer o direito de greve, mas diz que não pode se omitir quanto aos piquetes que obstruam o acesso aos prédios, "pois vai de encontro à prerrogativa legal de ir e vir dos sevidores, de acordo com o que rege a Constituição Federal".

Reintegração de posse

Na segunda-feira passada, 1 de junho, a PM havia cumprido ordem judicial no campus da capital. A USP solicitou à Justiça na quarta-feira, 27 de maio, a reintegração de posse do prédio da Reitoria, que havia sido bloqueado por piquetes e barreiras físicas.

O pedido, segundo a universidade, teria sido concedido na quinta-feira, 28 de maio, e cumprido pela Polícia Militar na segunda-feira passada, de forma pacífica.

veja também