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Programa associa comunidade e escola para melhorar Ideb

Programa associa comunidade e escola para melhorar Ideb

Atualizado: Terça-feira, 14 Julho de 2009 as 12

Educação para além dos muros da escola. Alunos que aprendem a ler na sala de aula e também a contemplar uma obra de arte em um museu. Estudantes que multiplicam números na escola e também plantam mudas no quintal de moradores do bairro, para aprender mais sobre a natureza. Crianças e jovens que passam a conhecer a dança, a música e o esporte por intermédio da escola. Esse é o conceito de educação integral, proposto pelo Ministério da Educação para escolas públicas de todo o país por meio do programa Mais Educação.

Parceria é a palavra-chave do programa, que amplia tempo, espaços e oportunidades educacionais para alunos da educação básica pública, como explica o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, André Lázaro. "A integração entre escola, família e comunidade é a base do sucesso do programa", diz. Estão envolvidos na ação os governos municipais, estaduais e o federal, além de empresas, movimentos sociais e moradores da comunidade local.

No modelo adotado pelo Mais Educação, os estudantes recebem parte da sua formação na escola, e a outra parte é de atividades extraclasse, geralmente desenvolvidas em espaços do bairro onde a escola está inserida. São atividades esportivas, culturais, de lazer. Em 2008, o programa atendeu 1.380 escolas de ensino fundamental. Este semestre, 4.260 escolas já estão prontas para receber os recursos do programa. No ensino médio, a meta é atender, inicialmente, 159 escolas.

As escolas de ensino fundamental participantes do Mais Educação são as que registraram Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de até 3,5 pontos em 2007 e se situam em capitais, regiões metropolitanas, cidades de grande concentração populacional e em municípios atendidos pelo Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça. Já as escolas de ensino médio estão nos dez estados com o menor Ideb neste nível de ensino.

Prioridade - De acordo com Lázaro, a prioridade do programa - escolas com baixo índice educacional - se traduz na oferta de educação de qualidade para todos. "O objetivo é combater a dificuldade de aprendizagem e as altas taxas de reprovação e evasão escolar dos estudantes dessas escolas", ressalta.

O Ministério da Educação financia a compra de materiais, o custeio das atividades e o pagamento de monitores, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com repasse direto às escolas, pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). As instituições podem ser estaduais, municipais e do Distrito Federal. O valor varia para cada uma, já que depende do número de alunos matriculados e do tipo de atividade oferecida.

A escola que participar do Mais Educação deve, obrigatoriamente, oferecer pelo menos uma atividade no campo do acompanhamento pedagógico - aulas para reforçar o aprendizado – em qualquer disciplina. Os outros campos são: meio ambiente, esporte e lazer, direitos humanos e ambiente escolar, cultura e artes, inclusão digital, prevenção e promoção da saúde, educomunicação, educação científica e educação econômica e cidadania. No ano passado, as atividades mais escolhidas foram a de banda fanfarra, por 393 escolas, e de rádio escolar, por 428.

Em 2008 foram realizados 27 seminários regionais, como parte da estratégia de formação de gestores, diretores e professores para implementar o programa, nas redes estaduais e municipais. Também foram elaborados cadernos com o propósito de ampliar o debate nacional sobre o tema, relatar modos de fazer educação integral em parceria com as comunidades e auxiliar a prática dos professores.

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