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Programa voltado para ciências estimula participação dos alunos, aponta diagnóstico

Programa voltado para ciências estimula participação dos alunos, aponta diagnóstico

Atualizado: Quinta-feira, 5 Fevereiro de 2009 as 12

A utilização, em sala de aula, de um projeto diferenciado para o ensino das ciências naturais tem estimulado a participação dos alunos e contribuído para melhorar o aprendizadode da disciplina no ensino fundamental. Esse resultado faz parte do livro Programa Ciência em Foco: Diagnóstico do impacto inicial distribuído hoje (3) durante encontro que reuniu educadores e representantes do governo do Distrito Federal, em Brasília. O livro fez uma análise dos resultados do programa Ciência em Foco adotado nas escolas públicas da capital.

O Ciência em Foco volta-se para a aprendizagem das ciências naturais do 1º ao 9º ano do ensino fundamental. O programa  utiliza livros para alunos e professores e materiais de investigação (kits), além de investir na formação continuada dos educadores. Participam do projeto, 532 escolas, 312 mil alunos, 7,3 mil professores e 500 mediadores. Segundo a Secretaria de Educação do DF (SEDF), menos de 10% dos alunos ainda não têm acesso ao programa.

Entre os professores entrevistados pelo diagnóstico, 97,1% afirmaram que a prática docente estimula a participação dos alunos. Professores, alunos e familiares tendem a ver o Ciência em Foco como um programa de “escola particular”, o que, segundo o diagnóstico, gera maior auto-estima na comunidade.

A orientadora educacional e diretora da Escola Classe Granja do Torto, Danielle Vieira Salles, destacou a importância para a auto-estima dos alunos. “Tivemos no final [do ano letivo] uma exposição, uma feira com os trabalhos do Ciência em Foco que foi fundamental para nossa avaliação do crescimento deles [alunos]. Inclusive, o problema de auto-estima foi resolvido, porque eles viram os trabalhos sendo expostos e valorizados e se engrandeceram com isso", afirmou.

Segundo o diagnóstico do programa, as matérias de maior interesse dos alunos foram matemática (33,6%), ciências (29,4%) e português (18,1%). A supervisora pedagógica da Escola Classe 17 do Gama, Maria Tânia Andrade Macieira, confirma o resultado. ''Vi o interesse das crianças pelas aulas de ciências, eles amam as aulas de ciências, os professores agora têm os materiais à mão, o ponto negativo na minha escola é o espaço e, no início do programa, a logística, mas já na segunda unidade essa dificuldade foi sanada'', garantiu.

Entre as dificuldades operacionais, as principais apontadas pelos professores, segundo o diagnóstico, foram o atraso na entrega do material (56,7%), a formação/orientação insuficientes (44,1%) e a quantidade insuficiente de materiais de investigação para os alunos (34,7%). Um dos motivos alegados pelos professores para o seu não envolvimento imediato com o projeto foi a incerteza quanto à sua continuidade. ''O programa, de início, teve uma resistência dos professores, mas logo que a gente começou a trabalhar essa resistência foi acabando naturalmente. O programa funcionou, quase que 100% na escola, o único problema que nós tivemos foi no atraso de um ou outro kit, mas fora isso funcionou muito bem'', afirmou Fabiana Borges de Santana, supervisora pedagógica da Escola Classe 3.

A realização do diagnóstico foi uma parceria da Secretaria Estadual de Educação do GDF, da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Foram entrevistados 128 alunos, 101 professores e 23 pais/responsáveis, além de diretores, mediadores, tutores, um representante da Secretaria de Educação do DF e um representante da Sangari Brasil (empresa que desenvolve programas de educação por meio da ciência e da tecnologia).

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