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Projeto Educação relembra o Muro de Berlim, símbolo da Guerra Fria

Projeto Educação relembra o Muro de Berlim, símbolo da Guerra Fria

Atualizado: Quarta-feira, 26 Outubro de 2011 as 10:49

Entre os anos de 39 e 45 do século passado, a Segunda Guerra Mundial levou à morte 55 milhões de pessoas. Após anos de conflito, Estados Unidos e União Soviética dividiram o planeta em dois blocos: o capitalista e o socialista. Na busca desses países pela hegemonia, surge a chamada Guerra Fria, cujo maior símbolo é o muro de concreto construído em Berlim, capital da Alemanha.

No Projeto Educação desta quarta-feira (26), o professor Manoel Affonso voltou no tempo e relembrou história do Muro de Berlim. “Ele é a expressão material do que estava acontecendo no momento. Um mundo bipolarizado, dividido entre soviéticos e americanos. Ele não permite que o cidadão berlinense socialista migre em busca dos seus sonhos de consumo, que a grande mídia capitalista fazia na época”, explica.

A Guerra Fria teve início logo após a Segunda Guerra, o maior confronto bélico da história. É chamada de “fria” porque não houve um confronto direto, uma guerra bélica entre as superpotências da época. A principal característica era uma luta ideológica, política e econômica, que ocorria em conflitos locais, guerras civis ou guerras interestatais.

“A Segunda Guerra foi incinerada pelas duas únicas explosões atômicas de fato, lançadas pelos EUA sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Isso gerou a era atômica e transformou em cinzas as pessoas, as ideias e a esperança. O Muro de Berlim foi o ponto final da guerra", diz Manoel. O muro dividia a Alemanha Oriental, formada pela Zona Soviética, e a Alemanha Ocidental, constituída pelas zonas estadunidense, britânica e francesa.

Depois de 28 anos, as ideias e o concreto que sustentavam o Muro de Berlim ruíram. Em novembro de 1989, a queda de uma obra feita de medo e estupidez foi celebrada com alívio e alegria. A pressão popular e as tentativas de reforma do então presidente da URSS, Mikhail Gorbachov, conduziram ao final da Guerra Fria e, posteriormente, à dissolução da União Soviética.

“Gorbachov é considerado pelos historiadores um dos mais importantes líderes da história recente. Quando ele chega com propostas contrárias às antigas propostas do Stalinismo. Ele cria a glasnost [do russo, transparência] e a perestroika [reestruturação]. Ele faz concessões em vez de colocar tanques de guerra nas ruas e tira o sustento do muro. Então, o muro perde sua razão principal”, pontua.

Para Manoel Affonso, esse episódio da história é um dos mais importantes dos últimos 100 anos. “Uma nação se faz forte pelos muros que derruba, pelas vidas que poupa. Não dominamos o que cercamos de muralhas, mas o que permanece conosco ao caírem todas as cercas”, filosofa o professor.

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