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Sábado vira dia útil para escolas das redes pública e privada

Sábado vira dia útil para escolas das redes pública e privada

Atualizado: Sexta-feira, 21 Agosto de 2009 as 12

Parte das escolas públicas e particulares vai depender dos sábados para conseguir repor as aulas do início deste semestre, adiadas por conta da nova gripe. Algumas instituições, no entanto, vão preferir estender o calendário até meados de dezembro. Outras contabilizarão as atividades on-line já dadas durante o recesso e a reposição extra não será necessária.

Como têm autonomia, as escolas, mesmo as municipais e estaduais, podem reorganizar a sua programação como convier a elas, desde que cumpram os 200 dias letivos e 800 horas de aulas, determinados por lei.

O novo calendário, porém, nem sempre agrada os alunos e as suas famílias. Para Nicole Satie Poço Guimarães, 11 anos, aluna da quinta série de uma escola estadual na zona norte de São Paulo, as aulas aos sábados vão atrasar um "sonho": o de aprender a tocar violão.

"O professor avisou aos alunos sobre a reposição aos finais de semana somente nesta terça-feira, 18. E, justo neste sábado, a minha filha começaria no violão. Esse é o único dia da semana que ela tem livre", afirma o assistente comercial Douglas Muniz Guimarães, 36 anos. Segundo ele, sábado está prevista uma reunião com os pais para explicar como será a reposição. A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo confirmou que cada escola tem liberdade para montar o seu cronograma.

Se de um lado há reclamação, por outro, há pais que não veem problema no novo esquema de aulas dos filhos. O vendedor projetista Paulo César Salgado, 40 anos, por exemplo, concorda com as aulas aos sábados.

"Serão três sábados de aulas, das 7h30 às 12h, que já é o horário normal da semana. Achei certo, é melhor do que estendê-las no mês de dezembro", diz o pai do Samuel, 4 anos, e Vinícius, 7 anos, alunos de um colégio particular também na zona norte da capital paulista.

O número reduzido de sábados comprometidos foi compensado pelas atividades enviadas por e-mail. "As tarefas feitas durante a suspensão também contam como dia letivo", afirma a orientadora educacional do Colégio Beka, Alessandra Cristina dos Santos Coimbra.

A escola se baseia numa indicação do Conselho Estadual de Educação de São Paulo , divulgada na quarta-feira (20), que diz que as atividades fora da instituição neste período poderão ser computadas como dia letivo.

Internet aliada

Na verdade, a internet foi grande aliada das escolas na volta às aulas e encontrou adeptos entre as famílias. A produtora Cláudia Marques Abreu, 35 anos, aprovou a iniciativa do colégio onde a sua filha Sofia, 5 anos, estuda.

"Nós já tínhamos recebido uma senha para acompanhar o conteúdo, mas não tinha tido esse tipo de uso. Achei fantástico a escola disponibilizar na internet o material que seria passado para a minha filha dentro da sala de aula."

Mas, se Sofia escapou das aulas aos sábados, os seus colegas mais velhos precisarão deixar o lazer de lado nos finais de semana. "A reorganização do calendário foi feita de acordo com a faixa etária", diz a diretora-geral do Colégio Rio Branco, Esther Carvalho.

O ano letivo foi prolongado em cinco dias (até o dia 21 de dezembro) e haverá reposição em cinco sábados. No caso dos vestibulandos, foi montado um programa especial para que consigam ver o conteúdo em tempo de prestar as provas.

No caso do Colégio Bandeirantes, em São Paulo, as atividades feitas nas salas virtuais contarão pontos. "Os alunos entregaram uma avaliação crítica das provas do segundo bimestre, que vai valer nota", explica o diretor pedagógico Pedro Fregoneze.

Os exercícios on-line feitos pelos alunos do Colégio Santa Maria também valerão na contagem da carga horária. "Não precisaremos repor as aulas", afirma Denise Col, orientadora do 7º ano do ensino fundamental.

Para a disciplina de português, por exemplo, em que estão previstas cinco aulas na semana, foram indicadas cinco atividades. "Os alunos que precisaram de esclarecimentos foram atendidos por telefone ou e-mail."

Nas escolas da rede municipal de São Paulo, a saída foi colocar aulas aos sábados. A secretaria, no entanto, não indicou quantos finais de semana serão necessários.

Postado por: Felipe Pinheiro

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