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Secretaria de Educação lança programa de alfabetização para jovens e adultos

Secretaria de Educação lança programa de alfabetização para jovens e adultos

Atualizado: Terça-feira, 23 Junho de 2009 as 12

A Secretaria de Estado da Educação inicia no segundo semestre de 2009 o Programa Alfabetiza São Paulo destinado à população analfabeta com mais de 15 anos idade.

 As inscrições são gratuitas e serão abertas em agosto nas escolas da rede, ONGs e universidades parceiras.

O curso será equivalente aos primeiros quatro anos do Ensino Fundamental e terá material específico, fornecido pela Secretaria aos estudantes e também aos professores. Serão distribuídos quatro livros para cada aluno. Os volumes correspondem a cada ano do Ensino Fundamental de Ciclo I ou da 1ª à 4ª série.

O programa vai funcionar com apoio de ONGs, universidades e profissionais do Programa Escola da Família. As aulas serão ministradas em espaços utilizados pelas ONGs, universidades e nas escolas da rede estadual de ensino, durante os finais de semana.

"A flexibilidade de locais e horários tem o objetivo de atender às necessidades do público que o programa vai atingir. Na maioria dos casos, os interessados deixam de concluir o curso por causa do emprego ou por falta de tempo", explica a professora Huguette Theodoro, do Centro de Estudos e Normas Pedagógicas da Secretaria de Estado da Educação.

 Por esse motivo, também não existirá carga horária ou prazo para conclusão. O aluno poderá finalizar o conteúdo referente a cada ano de acordo com o seu ritmo.

Ao final do curso, o aluno poderá realizar um teste de escolaridade em qualquer unidade da rede. O resultado desse teste será o suficiente para que o candidato ingresse na 5ª série do ensino fundamental e continue sua vida escolar.

"Achamos que apenas alfabetizar era pouco. Pretendemos que esse aluno deixe o programa apto para continuar seus estudos", comenta o Secretário Paulo Renato Souza.

Educação prisional

O programa Alfabetiza São Paulo também será levado para dentro das prisões do Estado. As aulas serão ministradas por meio de parceria com ONGs que já atuam nas unidades prisionais. Cerca de 4% da população prisional de São Paulo é analfabeta.

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