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Seminários regionais põem em discussão o futuro do ensino agrícola

Seminários regionais põem em discussão o futuro do ensino agrícola

Atualizado: Quinta-feira, 31 Julho de 2008 as 12

Em 11 e 12 de agosto, o município de Rio do Sul (Santa Catarina) será cenário da discussão sobre os rumos do ensino agrícola no país, na última etapa dos seminários regionais, iniciados em abril. Desde então, foram realizados debates em Manaus (Amazonas), Urutaí (Goiás), Rio Pomba (Minas Gerais) e Vitória de Santo Antão (Pernambuco). Em 7 e 8 de outubro, educadores de todo o Brasil vão discutir a elaboração de novas políticas educacionais para o setor no encontro nacional, em Brasília.

Em passado recente, o conceito de formação agrícola se traduzia na transmissão ordenada e sistemática de conhecimentos, destinada à difusão de tecnologias, especialmente para uma agricultura com alta entrada de insumos externos. Hoje, esse conceito deve ser redimensionado, pois a formação agrícola precisa estar associada a uma nova cultura do trabalho e da organização social, assim como à preservação da natureza, às tecnologias da produção orgânica e à agricultura familiar.

Para os representantes do grupo de trabalho sobre o ensino agrícola, criado em 2006 na Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec),  é necessário buscar um modelo educativo que leve em conta as novas tecnologias e formas de agir e produzir, além da estruturação social. “A proposta é aumentar a produtividade com menor impacto ambiental, prática compatível com os movimentos sociais e a agricultura familiar”, explica a coordenadora técnica do grupo de trabalho, Mariângela Póvoas Pereira.

Os seminários contam com a participação de professores das escolas agrotécnicas federais, diretores de ensino e coordenadores pedagógicos.

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